Um dos maiores grafiteiros do Brasil, o #kobra, teve uma de suas obras reconhecidas nesta segunda-feira (22) pelo #guinnes Word Records, como o maior #grafite do mundo. O mural “Etnias” foi feito para as Olimpíadas do Rio-2016 e está localizado no Boulevard Olímpico, na Orla Conde, área portuária do Rio.

A obra, que ocupa uma extensão de 3 mil metros quadrados, 15 metros de altura e 170 de comprimento, ilustra a união dos povos de cinco continentes através da pintura de rostos de índios representando os huli, da Nova Guiné (Oceania), os mursi, da Etiópia (África), os kayin, da Tailândia (Ásia), os supi, da Europa e os tapajós (América), em uma ligação com os cinco aros olímpicos.

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Segundo o próprio artista, o projeto é a continuação de uma história de luta e superação, ele não estava em busca de alcançar o recorde, mas sim representar o que significava os jogos Olímpicos e deixar um legado para o Rio depois das olimpíadas. No entanto, o título de maior grafite do mundo dá visibilidade para os artistas de rua e deve ser noticiado com grande alegria.

Para pintar o mural, que foi concluído no dia 3 de agosto, Eduardo Kobra usou mais de 3 mil latas de spray, cerca de 100 galões de 18 litros de látex acrílico e 150 galões de 3,6 litros de esmalte sintético. Por causa das dimensões do mural, o grafiteiro precisou usar um andaime e de alguns assistentes. Para finalizar a obra, eles chegaram a trabalhar oito horas durante 70 dias, e ela lhe rendeu contratos para trabalhos em mais de 20 países, entre eles Estados Unidos e Japão.

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"A gente teve que preparar o muro, a gente pintou o muro, tapou buracos, então, teve uma organização logística. Teve muitas cores para preencher. Contei com o apoio de algumas pessoas para colaborar e a gente conseguir preparar todo esse painel”, disse. “Fiz mais de dez desenhos experimentais para chegar nesse resultado. Levei três meses para chegar ao resultado do desenho, depois levei mais um mês preparando o muro e mais um mês pintando”, conta Kobra.

O artista

Eduardo Kobra nasceu em 1976 em São Paulo e começou sua carreira em meados de 1987, na periferia paulista. Ele se tornou conhecido em 2005 pelo Muro das Memórias em São Paulo, na qual retrata cenas antigas da cidade. Além de sua cidade natal, várias outras cidades do Brasil e do mundo receberam sua arte. Em 1995, funda o Estúdio Kobra, especializado em painéis artísticos, na qual conta com uma equipe de doze artistas. E em 2011, recebeu o premio no Sarasota Chalk Festival, o maior evento de arte 3D no mundo.