No momento em que se discute a reforma do ensino médio e o fim de matérias como filosofia e sociologia, a notícia de que a editora #cosac Naify, uma das mais importantes do Brasil, irá transformar os #Livros que sobrarem até o fim deste ano em aparas, causou protestos na internet. A informação foi dada por Dione Oliveira, diretor financeiro da editora, ao site Publishnews. A editora decidiu encerrar suas atividades em dezembro de 2015, alegando prejuízos e o fato de não poder arcar com os exemplares dos livros que estão em estoques.

Fazer doações das obras não está no plano da editora; segundo Dione, isso geraria um transtorno contábil na empresa, 'Destruir é um dos cenários possíveis'.

Publicidade
Publicidade

'Me parte o coração mandar os livros para picotar. Em alguns momentos, você acaba sendo impopular com algumas medidas', declarou.

Outras editoras compraram os títulos da Cosac, como a Companhia das Letras, que passará a publicar obras de ficção literária, clássicos, antropologia e literatura infanto-juvenil. A editora Globo Livros, através do selo Biblioteca Azul, editará a obra do escritor português Valter Hugo Mãe. A editora 34 vai lançar dois volumes de João Antônio e a Coleção Mário Pedrosa e Augusto Boal.

A Amazon e a Cosac Naify firmaram um acordo em janeiro deste ano para que a loja de comércio eletrônico vendesse o restante de seus exemplares. E desde então a Amazon vem tentando liquidar o estoque através de promoções relâmpagos, mas não está sendo suficiente. 

Redes sociais se mobilizam

É de se lamentar a destruição de livros, ainda que em tempos difíceis, pois a viabilidade de uma boa leitura é sempre um prazer.

Publicidade

Segundo a pesquisa 'Retratos da Leitura no Brasil' em maio deste ano, o índice de leitura no país cresceu pouco. Em 2011 éramos 50%, e em 2015 esse índice aumentou para 56%. O que significa que o brasileiro lê apenas 4,69 livros por ano. Desses, 2,88 são lidos por vontade própria, e 16% preferem o livro impresso.

A principal forma de acesso ao livro é a compra em livraria física ou internet (43%). 

Uma das maiores críticas de quem gosta de uma boa leitura são os preços dos livros.