Tim Burton conta com acertos e erros em sua carreira como diretor de filmes. Alguns de seus trabalhos são muito bons, enquanto outros nem tanto. Dessa vez, ele acertou em cheio: O lar das crianças peculiares é uma boa adaptação do livro O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, escrito pelo repórter e blogueiro norte-americano Ransom Riggs.

Na história, temos Jake, um adolescente que acaba de perder seu avô, a quem era apegado. Antes de morrer (de maneira no mínimo estranha, diga-se de passagem), o avô tenta contar alguma coisa ao neto, mas não consegue. Ficam algumas palavras e frases, que o garoto vai tentar decifrar.

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Ao que parece, está tudo relacionado com o orfanato aonde seu avô vivera.

A obra original surgiu de maneira peculiar, a partir do hobby de Riggs de colecionar fotos antigas de pessoas desconhecidas, que ele costuma adquirir em mercados de pulgas. Inspirado pelas fotos, ele foi montando toda uma trama cheia de fantasia, magia e muita imaginação.

Nesse universo repleto de crianças e adultos diferentes, chamados de peculiares, todos possuem características e dons incomuns, como flutuar, se transformar em pássaro ou ser invisível. E como ser peculiar não é sinônimo de ser bonzinho, os vilões também existem.

É aí que entra o talento do diretor. Burton, que gostara do livro desde o lançamento, fez jus à imaginação de Riggs, recriando esse universo sombrio (sim, há um lado sombrio nesse universo todo) de forma brilhante.

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Ao adaptar a história para a tela, o diretor acrescentou todo um toque pessoal, e o resultado final fica bem próximo dos melhores trabalhos de Burton.

O elenco também ajuda: temos Asa Butterfield (A invenção de Hugo Cabret) como Jake, Eva Green (Cassino Royale) como a srta. Peregrine, diretora do orfanato, Terence Stamp como o taciturno avô, e Samuel L. Jackson como o vilão comedor de olhos de criancinhas. Todos estão ótimos, com destaque para o vilão de Samuel L. Jackson, e Chris O' Dowd como o fracassado pai de Jake.

O livro original é o primeiro de uma trilogia. Burton, ao que tudo indica, não pretende continuá-la. Talvez seja melhor assim. Estreia dia 29 de setembro. #Entretenimento #Cinema #Filme