Mick Jagger e companhia fizeram tremer o solo cubano no dia 25 de março desse ano com um concerto histórico em Havana. A data foi anunciada na Internet enquanto os Rolling Stones excursionavam pelo Brasil. O show foi gratuito para cerca de meio milhão de fãs da banda. Essa cifra não é definitiva, pois os números são divergentes até o presente momento: fala-se em trezentos mil, um milhão ou até 1,2 milhão de pessoas que chacoalharam ao som de clássicos como “Satisfaction”, "Brown Sugar" e “Jumpin' Jack Flash”.

Como os integrantes já tinham cravado seus nomes nas páginas da História, ninguém poderia imaginar outra surpresa que os roqueiros britânicos reservaram: entre os meses de julho e agosto, Mick Jagger declarou que o único show feito na ilha de Fidel e Raúl Castro tinha sido filmado.

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Para a satisfação dos fãs e daqueles que têm curiosidade sobre o que são os Rolling Stones, os cinemas do Brasil passarão, no dia 6 de outubro próximo, uma única sessão do concerto de Havana.

O horário previsto para essa única sessão está marcado para 20 horas. Cerca de 70 salas do Oiapoque ao Chuí projetarão o documentário “Havana Moon – The Rolling Stones live in Cuba”, rodado pelo cineasta Paul Dugdale – o mesmo que trabalhou com Coldplay e Adele.

O detalhe é que a data foi escolhida pelos próprios Rolling Stones e sua exibição será mundial nesse dia. “Sabemos que antes era difícil escutar nossa #Música em Cuba, mas aqui estamos. Os tempos estão mudando, não?” – afirmou Mick Jagger falando em espanhol durante aquela noite apoteótica na Ciudad Deportiva de Havana, local da apresentação.

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Curioso saber como nossos “hermanos da ilha comunista” travavam conhecimento das músicas de rock; mesmo não sendo permitidas nas rádios, os fãs recorriam a lojas que vendiam esse tipo de material "ilegal" em discos e fitas cassete.

A escolha pelo título do filme veio da lembrança de uma música de Chuck Berry de mesmo nome – Havana Moon. Mick comenta que, apesar de essa canção ser triste, achou divertida a menção. Se os fãs mais exigentes pensam que houve alguma inovação no repertório tocado em Cuba, certamente se equivocam, pois o ‘setlist’ foi bem parecido com as apresentações do Brasil. Mas terão algum consolo em ouvir “Angie” que, costumeiramente, não figura na lista dos shows da banda.

O guitarrista Keith Richards sintetiza o que vivenciou: “tem o sol, a lua, as estrelas, os Stones. Ver Cuba finalmente tendo a chance de enlouquecer com o rock foi especial”.

Os planos do grupo britânico não cessam por aí: haverá outro documentário com o nome de “The Rolling Stones Olé! Olé! Olé!: A Trip Accross Latin America” cobrindo a passagem deles por esses lados do continente americano e dirigido pelo mesmo Paul Dugdale.

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Além disso, Mick deixa no ar que suas conquistas não pararam em Cuba e que não deixa de pensar em um show na África (onde já tocaram uma vez na vida) ou na Índia.

Enfim, naquele mesmo março de 2016, Barack Obama e Rolling Stones visitaram em dias distintos uma ilha com ideologia própria. Uma ótima comemoração que enseja a montagem do “Cuba Libre”: juntam-se a Coca-Cola americana e o rum cubano no copo, enquanto que a rodela de limão ornamenta a beirada do copo para brindar uma Cuba mais livre. #Cinema