O dia 8 de outubro é muito representativo ao nordestino, data instituída em São Paulo no ano de 2009 que é uma homenagem ao centenário do criativo poeta popular, cordelista, compositor, repentista, cantor e um dos mais importantes representantes da cultura popular nordestina, o cearense Patativa do Assaré, nome artístico de Antonio Gonçalves da Silva (1909-2002).

Falar do Nordeste é uma alegria, um lugar de belezas naturais, arquitetura colonial, uma culinária colorida, grande riqueza artística e religiosa, como Antônio Conselheiro; Padre Cícero; Nísia Floresta, considerada a primeira feminista brasileira; Gonçalves Dias; José de Alencar; Castro Alves; Manuel Bandeira; Graciliano Ramos; Bráulio Bessa; entre outros.

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A vinda do povo nordestino a São Paulo

A história começa no ano de 1935 quando o então governador paulista, Armando Salles de Oliveira, fez acordos com empresas particulares para conseguir suprir a lavoura de mão de obra. Contudo, para a vinda de trabalhadores do Nordeste e do norte de Minas Gerais para São Paulo, o governo estipulou junto com essas empresas a seguinte subvenção: pagamento de passagem, bagagem e um pequeno salário para a família.

As famílias nordestinas chegaram em São Paulo no ano de 1939, sendo recebidas na Hospedaria do Imigrante e depois distribuídas pelo estados, trabalhando em fazendas que produziam algodão, café, e em menor quantidade o plantio de cana de açúcar, além da pecuária. Com o estímulo do governo, a vinda dos trabalhadores só aumentaria consideravelmente.

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Entre as décadas de 1950 e 1980, a industrialização do Brasil chega ao seu auge, gerando uma intensa ampliação do plantio de cana de açúcar e da produção de álcool combustível (o Proálcool), o substituto da gasolina. Assim o mercado de trabalho se ampliou e a migração se intensificou. Boa parte se deve também às secas que atingiram o Nordeste.

O fluxo migratório passa a diminuir entre os anos de 1980 e 1990, surgindo migrações para o Distrito Federal e para a Amazônia.

Preconceito

Quando deixaram sua terra natal, sendo uma região muito negligenciada pelo governo, para migrarem para regiões mais ricas, como o Sudeste, eles pensaram que suas vidas iriam mudar para melhor. Atualmente, devido ao baixo nível de aprendizado, dificilmente conseguem uma boa posição no mercado de trabalho.

Por essa razão muitos vão morar longe de seus empregos, em favelas. Por ignorância e negatividade muitos associam as favelas a lugares perigosos. Além do preconceito por sua miscigenação entre brancos e índios.

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A literatura de cordel e o seu encanto

A literatura de cordel, cujo nome se deve ao fato de que os folhetos precários impressos, principalmente com xilogravuras, eram pendurados e expostos à venda em varais de barbante, chegou ao Brasil no século XVIII pelas mãos dos portugueses.

A maioria do povo não sabia ler, mas mesmo assim recitava e, por vezes, improvisava as histórias nas praças ou nas feiras, de vez em quando com músicas de violas.

Um dos poetas populares conhecidos é o paraibano Leandro Gomes de Barros (1865-1918).

Dicas

Nos dias 7, 8 e 10 de outubro, o Museu da Imigração irá preparar uma programação gratuita especial para o Dia do Nordestino. Para mais informações, acesse: museudaimigracao.org.br/museu-da-imigracao-comemora-dia-do-nordestino;

Caso queira se aprofundar na cultura nordestina, conheça o restaurante Recanto do Nordeste. Para mais informações, acesse: www.recantodonordeste.com.br;

Leia o livro do romancista cearense José de Alencar, " O Sertanejo"; assim como "O Quinze" da cearense Rachel de Queiroz e "Capitães da Areia" do baiano Jorge Amado;

Para terminar como um grande espetáculo, apresento os versos do magnífico cordelista paraibano Francisco Ferreiro Diniz: 

#VivaONordestino