Todo ano, a lista de indicados para o Hall da Fama do Rock and Roll causa polvorosa no público amante da #Música.

As razões são muitas, destacando-se o critério subjetivo para se chegar a estes indicados e eleitos, já que, cada vez mais, é clara a presença de artistas que não fazem parte do segmento de nenhuma vertente do #Rock and Roll.

Ultimamente, é muito comum a presença de músicos do hip hop e do pop na disputa. Só que os próprios organizadores afirmam que a intenção é homenagear artistas da música em geral e não só rock.

Fugindo das controvérsias, a entidade divulgou, em outubro, a lista dos 19 concorrentes, que são indicados por um comitê de notáveis.

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São eles:

  • Brad Brains
  • Chaka Khan
  • Chic
  • Depeche Mode
  • Electric Light Orchestra
  • Jane’s Addiction
  • Janet Jackson
  • Joan Baez
  • Joe Tex
  • Journey
  • Kraftwerk
  • MC5
  • Pearl Jam
  • Steppenwolf
  • The Cars
  • The J. Geils Band
  • The Zombies
  • Tupac Shakur
  • Yes

A votação popular, que tem peso de um voto na contagem final, está aberta pelo site https://www.rockhall.com/vote

Numa segunda e decisiva etapa, a escolha dos cinco artistas vencedores é feita por um júri formado por artistas, historiadores e membros da indústria mundial.

O resultado final será divulgado em dezembro, enquanto a cerimônia de indicação ocorre em abril de 2017.

Como fazer parte do Hall

Só podem concorrer a um lugar no Hall os artistas que tenham lançado o disco de estreia, há, pelo menos, 25 anos, ou seja, no ano de 2016 só vale quem lançou o primeiro registro em 1991.

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O que é o Hall da Fama?

O Rock and Roll of The Fame (#Hall da Fama do Rock and Roll) é um museu e uma instituição localizado em Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos. Apesar de existir desde 1983, apenas em janeiro de 1986 é que foram escolhidos os primeiros agraciados.

Nesta ocasião Chuck Berry, James Brown, Ray Charles, Fats Dominó, Everly Brothers, Buddy Holly, Jerry Lee Lewis e Elvis Presley inauguraram o Hall.

Até agora, ao total, foram 313 premiações entregues, sendo que os últimos a integrarem o Hall foram o Cheap Trick, Chicago, Deep Purple, N.W.A e Steve Miller.

Já o museu foi inaugurado em 1995, é aberto para a visitação do público e abriga itens diversos dos músicos que o integram.

Controvérsias

Muitos reclamam que o processo de nomeação é controlado por poucas pessoas, além de ser obscuro. O uso político da nomeação em favor da indústria musical também é questionado, pois vários homenageados estavam com a carreira em baixa e após a nomeação voltaram a se destacar no mercado, voltando a vender milhões de cópias.

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A manipulação de dados causou uma série de mal-estar nas cerimônias, inclusive com vários vencedores questionando a situação.

Em contrapartidas, vários nomes de sucesso comprovado ainda não foram nem considerados para fazer parte do Hall.

Entre os muitos exemplos, há a banda Bon Jovi, que vendeu mais de 130 milhões de cópias dos seus álbuns, cujo seu vocalista Jon Bon Jovi afirmou saber em um programa de rádio dos Estados Unidos o motivo de não ser homenageado pela instituição: “Há duas pessoas no júri que não me dou bem. Tive sérios desentendimento com um e o chamei de um monte de coisas. Já o outro tem como missão pessoal nos impedir de entrar. O chato é que preenchemos todos os critérios para entrar”.  

Os fãs se decepcionam também quando apenas parte dos integrantes de um grupo recebe a honraria, e não a totalidade. Foi o caso do Deep Purple, que dos 13 membros que gravaram com a banda, apenas oito foram induzidos.