Claude #Monet nasceu em 14 de novembro de 1840, e foi um dos fundadores do movimento do Impressionismo na #Arte.

Com suas cores calmas e quadros que retratam a luz, cenários bucólicos e momentos de leveza (como o adorável vestido de bailarinas ou nenúfares flutuando sobre um lago, por exemplo), Monet é também um dos mais queridos e celebrados artistas de todos os tempos.

No entanto, o pintor francês pode também ser um exemplo claro de ironia entre vida e obra: as principais diferenças entre artista e criações são com relação a seu temperamento difícil e explosivo.

Segundo artigo publicado neste sábado (01) no site americano MySA, ao contrário da maioria de seus quadros que convidam o espectador à contemplação de paisagens calmas e poesia visual, o próprio Monet era uma “alma problemática”: inúmeras vezes, insatisfeitos com suas telas, ele literalmente as esfaqueou, jogando inúmeros trabalhos fora.

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Angustiado por dúvidas e com humor oscilante, o pintor era chamado por um de seus melhores amigos (o primeiro-ministro da #França Georges Clemenceau) por apelidos como “tigre”, “velho lunático”  ou “pobre crustáceo velho”.

O biógrafo Ross King, cujos livros anteriores contaram a vida de Filippo Brunelleschi, Michelangelo e até Leonardo Da Vinci, agora descreve a vida íntima de Monet no livro “Mad Enchantment” (“Encantamento Louco”, em tradução livre, não lançado no Brasil ainda).

O título da biografia vem de um comentário de 1892, feito pelo crítico de arte Camille Mauclair a respeito das obras de Monet: “Suas pinturas foram feitas a partir de um sonho e de um sopro mágico... deixando para os olhos apenas um encantamento louco que convulsiona a visão e revela uma natureza insuspeita”.

No livro, King entrelaça várias linhas históricas da vida de Monet: uma delas mostra o começo humilde como um artista simples e depois sua fama generalizada, em que começou a cobrar preços exorbitantes por seus retratos na América e no Japão. 

No livro, King também conta a luta do pintor com seus problemas na visão e as duas cirurgias a que teve que se submeter para manter-se enxergando.

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Além de detalhes sobre a série de pinturas dos nenúfares em seu jardim em Giverny (e sua recusa de entregá-las ao governo francês), o livro de King revela um pintor temperamental e, por vezes, mau humorado. Mas através das cartas que trocava com o amigo Clemenceau é possível também descobrir um homem extremamente compromissado com sua arte.

Monet faleceu em 1926.