A Irlanda é uma terra cheia de misticismo, parte da herança celta do país. Com seus castelos, duendes e lendas, é uma farta fonte de inspiração para escritores. De lá vieram Sheridan Le Fanu, Jonathan Swift, Oscar Wilde, James Joyce, e os nobéis George Bernard Shaw, W. B. Yeats, Samuel Beckett e Seamus Heaney.

John Connoly é irlandês. Curiosamente, Noturnos é um prato cheio para quem gosta de terror. São histórias variadas que trazem fantasmas, bruxas e toda uma sorte de criaturas maléficas, algumas oriundas do folclore local, que Connoly parece conhecer bem.

Os contos deixariam Le Fanu orgulhoso. A balada do caubói canceroso, que abre a coletânea, é escatologia pura.

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Faz lembrar um episódio de Arquivo X, em que a nojeira correu solta.

Tem o divertido Srta. Froom, vampira, que aborda o hábito de viver às custas do sangue alheio com humor - negro, é claro, mas humor. Já o perverso Crianças, às vezes, se perdem leva a pensar que os palhaços mexem com o imaginário do autor da pior forma possível.

E vale mencionar o aterrador A nova filha, em que o tema é a adolescência. O conto foi adaptado para o cinema (Possuída, de 2009), e teve Kevin Costner e Ivana Baquero nos papéis principais. A adaptação, no entanto, modifica boa parte do terror criado pelo autor.

Connoly começou sua carreira de escritor com histórias policiais. Seu primeiro romance foi Every dead thing, e introduziu o personagem Charlie Parker, ex-policial que busca o assassino de sua mulher e filha.

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Virou uma série, hoje na 17° história.

O autor partiu para a #Literatura juvenil com a série de aventuras do personagem Samuel Johnson, cujos dois primeiros #Livros foram lançados aqui com os títulos Os portões e Sinos do Inferno

Connoly também escreveu uma trilogia de ficção científica em parceria com Jennifer Ridyard, e até um Noturnos 2. Esses livros,  bem como a maior parte de sua obra, não estão disponíveis no Brasil, e não há previsão de lançamento.

Noturnos. John Connoly. Trad. Ronaldo Passarinho. Bertrand Brasil. 294 páginas, R$ 34,90. #Entretenimento