Você já parou para pensar sobre as palavras que utiliza cotidianamente para se comunicar? Já prestou atenção que cada palavra é um ente vivo, dinâmico, carregado de sentido e significado? A ciência que estuda os fenômenos linguísticos, a #Língua, a natureza e a essência das palavras, chama-se filosofia da linguagem.

A filosofia da linguagem trata da natureza e do significado linguístico, do uso da linguagem, do sentido e significado das palavras no texto e no contexto. Desse modo, a linguagem é o maior recurso que o ser humano possui. É através da linguagem que influenciamos e provocamos as mudanças no mundo, que produzimos artes, que nos tornamos mais do que os outros animais.

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No campo profissional usamos com frequência muitas palavras, mas nem sempre sabemos realmente o que elas significam. Uma das consequências é esta: quase tudo aquilo que propomos, além do tradicional, é visto como acessório, suplementar, não chegando, muitas vezes, a acolherem o sentido daquilo que propomos, ficando apenas nos nexos, pontes e ganchos. É claro, quase tudo é muito bem aceito, mas faz parte do oba-oba da vida.

Uma dessas palavras, dentre tantas das exigências do nosso agir profissional é a #Animação. São comuns expressões do tipo: “Que professor animado”, “Que aluno animado”, “Que pessoa animada”, sem sabermos de fato o que significa animação. Se fizéssemos uma pesquisa sobre o “porque” da animação, por exemplo, numa empresa, entre diretores, coordenadores e funcionários em geral, certamente teríamos uma surpresa em relação às repostas, ou senão, emergiria o simples fato distrativo, recreativo e, talvez, por aí se esgotariam as motivações, os argumentos.

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Nesse sentindo, poucas pessoas saberiam dizer que animação significa vida. A animação não depende, por exemplo, do ambiente externo, porque enquanto ser vivo somos animados. O ambiente externo colabora, mas não é essencial, na animação do ser humano. Isso significa dizer que a pessoa humana é ontologicamente dinâmica; é capaz de mover-se, de locomover-se, de comunicar-se.

Diferentemente dos seres animados são os seres desanimados: manifestam-se radicalmente sem animação, expressão de vida e dinamismo próprio. O desanimado está vivo, mas num estado de carência de ânimo, de entusiasmo. A pessoa humana se diferencia dos outros animais também pela sua capacidade de animação, ou seja, pela sua capacidade de jogar, de brincar, de divertir, de relaxar, enfim, pela sua capacidade de sorrir! #Fala