Conhecer a #História de nosso país é fundamental para entendermos seu processo de formação social, cultural e político. Mas para quem gosta de uma ajuda visual além dos livros, minisséries podem ser uma boa opção. Pensando nisso, selecionamos algumas minisséries produzidas pela TV Globo onde ficção e realidade se mistura, criando uma atmosfera que dá ao espectador a possibilidade de assistir o que está nos livros e com riqueza de detalhes, desde costumes até vestimentas, É importante ressaltar que, devido ao recurso da licença poética, essas obras podem conter histórias, personagens ou fatos inverídicos que servem apenas para dar o tom folhetinesco à trama.

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A seguir, confira a lista de minisséries que nos apresentam diferentes momentos do Brasil.

Anos Rebeldes (1992)

A minissérie de Gilberto Braga retrata o impacto da ditadura militar em um grupo de amigos. A história se passa entre 1964 e 1971, contando com um epilogo até 1979, quando ocorre a anistia. Maria Lucia (Malu Mader) é uma jovem individualista preocupada apenas em ter uma carreira. Filha de Orlando Damasceno (Geraldo Del Rey), um jornalista de esquerda e membro do Partido Comunista, ela vê sua vida mudar radicalmente ao conhecer João Alfredo (Cássio Gabus Mendes), um jovem idealista que sonha com a revolução. Ele, porém não é o único a se apaixonar por Lúcia. Seu melhor amigo, Edgar (Marcelo Serrado) disputa o coração da moça, sendo o oposto de João. A trama apresenta também a história de Heloísa (Claudia Abreu), uma jovem de família rica que entra para a luta armada contrariando os interesses do pai, que ajudou a financiar o golpe de 64.

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Ambienta no Rio de Janeiro, o enredo de Braga se desenvolve conforme os acontecimentos do período, onde imagens reais se misturam às cenas. Os festivais, o movimento estudantil, o AI-5, as revoluções pelo mundo, os tabus discutidos naquele momento, como pílula anticoncepcional, liberdade sexual e divórcio são discutidos através dos personagens, situando o espectador com o contexto da época em uma história de amor e luta por liberdade.

Um Só Coração (2004)

Escrita por Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, a minissérie é uma homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo. A trama conta a história de Yolanda Penteado (Ana Paula Arósio), uma jovem de família tradicional paulista dominada pela elite do café, que é conhecida por sua beleza, inteligência e paixão pela arte. Yolanda se apaixona por Martim (Erick Marmo), simpatizante do movimento anarquista. O contexto da minissérie é a São Paulo de 1922 a 1954, quando a cidade torna-se um importante centro econômico e cultural. Acontecimentos como a Semana de Arte Moderna, a Revolução de 1924, a crise de 1929, a Revolução de 1932, a Era Vargas e as consequências do nazismo são trabalhadas no enredo.

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Escrita sob o ponto de vista da arte e sua influência na época, os modernistas Tarsila do Amaral. Oswald de Andrade, Anita Malfatti e Menotti Del Picchia foram retratados - em aspectos artísticos e pessoais-, bem como Assis Chateaubriand, Monteiro Lobato e Patrícia Galvão/Pagu. Além disso, o núcleo da família Souza Borba mostra as condições sociais e econômicas ocorridas entre as décadas de 1920 e 1950, contrapondo as condições sociais de Yolanda e Cecillo Matarazo (Edson Celulari).

JK (2006)

A minissérie relata a vida e o legado deixado pelo presidente Juscelino Kubitschek. Interpretado por Wagner Moura (primeira fase) e José Wilker (segunda fase), a trama percorre a trajetória de JK desde a sua infância em Diamantina (MG) até sua morte em um acidente automobilístico em 1976. O enredo relata o salto de modernidade ocorrido no país, os acontecimentos políticos - que vão desde a sua ascensão a presidência até o seu exílio pelo golpe de 1964 - a transformação social que houve sob o seu comando e detalhes de sua vida pessoal, como o casamento com Sarah Kubitschek (Débora Falabella/Marília Pêra) e até mesmo seu caso extraconjugal representado pela personagem Marisa (Letícia Sabatella). #Televisão #Política