Guitarra, bateria, baixo, teclado, violinos e sintetizadores. A junção desses fatores poder formar uma banda em tanto. Mas e se você não tem a maioria dos instrumentos? E quando não tem músicos e produtores para auxiliar no processo de criação? Para o compositor paulistano Jonathan Martins, 23, isso não é problema. Desde 2008, Martins utiliza aplicativos para produzir músicas com sons estrondosos além de elaborar seus próprios videoclipes.

Para Martins, as ferramentas que ele usa não necessariamente são consideradas #Aplicativos, e sim programas de computador. “Bom, não sei se pode ser considerado aplicativo, mas eu uso o FL Studio apenas para composição como fiz no meu disco inteiro, Devil In Me, porém na hora/de gravar, passo tudo para o Reaper.

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Toco e canto. Somente teclado, sinfonias e percussões são sintetizados. ”, comentou o artista. Além desses recursos, ele toca guitarra e baixo. “Espero poder comprar uma bateria eletrônica para pelo menos aprender o básico e jogar isso nas músicas. “, enfatiza o compositor.

Além da elaboração por meio dos programas, o artista converte as composições eletrônicas para outros aplicativos, a fim de sintetizar as composições. “Converto para Midi e passo para o Reaper para que Velvetic (meu irmão) ajuste o modelo da bateria que será usada, tipo de sintetizador, teclado, etc. Depois de tudo gravado e masterizado, pego o Flac e lanço no bandcamp que tenho. Assim como fiz com o disco.”

Martins mistura rock com um estilo industrial, mas, segundo ele, suas criações não têm uma forma única. “O meu estilo gosto de deixar os outros falarem, por que nem eu sei bem qual estilo mais me encaixo.

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Algumas vezes me sinto mais rock, outras mais metal, de vez em quando me sinto eletrônico ou até sinfônico. Varia muito do que estou propondo em algum material. ” O mesmo acontece com suas influências. “Minhas influências também variam, porém posso citar as principais que são: Muse, 30 Seconds to Mars, Girugämesh, Depeche Mode, Information Society. Além de passar por trip-hop um pouco, sinfônicas, alternativas, progressivas, etc.”

Videoclipes

Já a confecção dos videoclipes, o compositor comenta que também não tem muito trabalho para construir. “Meu primeiro videoclipe 'Inside A Mirror' foi gravado de forma caseira mesmo. Coloquei uma câmera apontada para a minha cara e comecei a cantar conforme a #Música. Pelo menos este primeiro, planejo muito mais futuramente e de muitas outras formas. Em seguida levo tudo para o computador e produzo pelo que a música está conversando comigo.”

Até agora, o único custo para ele foi o tempo, o amor que tem por fazer música e até os videoclipes. Os clipe-letras são fatias de vídeos gratuitos para serem usados e o clipe foi custo zero. “Tudo feito de forma caseira. “, enfatizou. #programas