25 anos atrás, duas notícias chocaram o mundo. Na primeira delas, um comunicado de imprensa bombástico anunciou oficialmente que #Freddie Mercury, vocalista do #Queen, era portador do vírus HIV – numa época em que havia pouquíssimas informações a respeito da Aids, que fora descoberta apenas na década anterior. No dia seguinte, em 24 de novembro de 1991, a outra notícia causou comoção: na noite daquele domingo, aos 45 anos de idade, uma das figuras mais importantes da história da música morria vítima de uma broncopneumonia agravada pela doença que assumira em público algumas horas antes.

Freddie nem sempre foi Freddie, tampouco Mercury.

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Quando veio ao mundo, em 5 de setembro de 1946, no protetorado britânico de Zanzibar (que hoje pertence à Tanzânia), recebeu o nome de Farrokh Bulsara. Seus pais, que trabalhavam para a Coroa inglesa, pertenciam a uma comunidade persa com origem na Índia, país em que o jovem Farrokh foi estudar ainda criança. Mesmo sofrendo com a distância da família e o bullying por seu comportamento efeminado, a mudança seria fundamental para que ele se tornasse quem viria a ser, já que foi nessa época que o garoto teve seu primeiro contato com a música. Além disso, como seu nome era difícil de pronunciar, seus colegas e professores lhe inventaram um apelido, que foi adotado até por ele próprio. Foi assim que Farrokh virou Freddie.

Anos mais tarde, ele voltou brevemente à sua terra natal, mas, com a iminência de conflitos internos na ilha, a família Bulsara se mudou às pressas para Londres.

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Lá, Freddie se formou em design gráfico e passou por vários empregos, enquanto sonhava em ganhar a vida como artista. Chegou a participar de algumas bandas, até que se uniu aos seus amigos Brian May e Roger Taylor, que precisavam de um vocalista para o grupo Smile. Mais tarde, o baixista John Deacon se juntou a eles. O Smile deu origem ao Queen, e Freddie Bulsara se transformou, para sempre, em Mercury.

Ao longo das décadas de 70 e 80, o Queen viria a se tornar uma das maiores bandas de todos os tempos, tendo em seu líder uma figura simplesmente fora de série. A presença de palco de Mercury, segundo o guitarrista Brian May, era capaz de fazer até a última pessoa da plateia se sentir parte do espetáculo. Provas disso não faltam – vide o Live Aid e o primeiro #rock In Rio –, mas, de maneira especial, podemos citar uma que aconteceu em março de 1981, num show em São Paulo: mais de 130 mil vozes cantaram a canção Love of My Life no lugar de seu autor original, que mal pôde conter a emoção.

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Nesse dia, a participação do público foi tamanha que a estrutura do Morumbi chegou a tremer – o que, de certa forma, mostra de uma forma bem literal o que o Queen queria dizer com We Will Rock You.

Além da performance ao vivo, Mercury era famoso pela sua extraordinária capacidade vocal, variando entre graves e agudos com uma facilidade impressionante. Também compôs boa parte dos sucessos da banda, como Somebody to Love, Don't Stop Me Now, Crazy Little Thing Called Love, Killer Queen e We Are the Champions – sem falar em Bohemian Rhapsody, o maior de todos eles, a música que praticamente resume o Queen.

Passados tantos anos da morte de Mercury, o cantor continua recebendo as mais diversas homenagens – como shows, estátuas, selos comemorativos e até mesmo uma estrela no local em que os Bulsara desembarcaram em Londres. Sua obra segue influenciando o mundo da música até hoje. Um feito digno de quem consegue responder à pergunta da música abaixo: