Seu nome de batismo era Chaya Pinkhasovna Lispector. Nasceu em 10 de dezembro de 1920, na aldeia de Chechelnyk, região da Podólia, hoje parte da moderna Ucrânia. Veio para o Brasil com apenas um ano de idade. Seu primeiro destino foi Alagoas. Ali, Chaya virou Clarice. Em 1925, Clarice Lispector mudaria para Recife.

Os primeiros textos

Em 1930, aos nove anos de idade, escreveu sua primeira peça teatral, “Pobre Menina Rica”, cujas páginas foram perdidas. Ainda em 1930, em homenagem à mãe que havia falecido, compôs sua primeira peça de piano. Foi em 1933, com 12 anos, que decidiu tornar-se escritora. Em 1935, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro.

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Em 1939, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1940, publicou seu primeiro conto conhecido, “Triunfo”, na revista “Pan”. Também em 1940, publicou seu primeiro texto na revista “Vamos Ler!”. Logo depois, foi contratada como editora e repórter da Agência Nacional. Passou a frequentar o grupo de amigos que se encontrava no bar Recreio, na Cinelândia, que era composto por literatos como Vinícius de Moraes e Raquel de Queiroz. Em 1942, transferiu-se para o jornal “A Noite”. Em março daquele ano, começou a planejar seu primeiro romance “Perto do Coração Selvagem”.

Casamento e o primeiro romance

Em 12 janeiro de 1943, conseguiu a naturalização e, em 23 de janeiro, casou-se com Maury Gurgel Valente. Em 17 de dezembro, formou-se em direito. Também em dezembro de 1943, “Perto do Coração Selvagem” foi publicado com a tiragem de mil exemplares.

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A publicação foi recebida com furor no meio literário. Em outubro de 1945, “Perto do Coração Selvagem” ganhou o Prêmio Graça Aranha de melhor romance do ano. Em 1946, lançou seu segundo livro, “O Lustre”.

De 1944 a 1959, morou em diversos países, em razão das transferências profissionais de seu marido. Em 1959, resolveu se separar e voltar para o Brasil, em razão dessas viagens e também para cuidar melhor do seu segundo filho, esquizofrênico. Começa a publicar, sob o pseudônimo de Helen Palmer, a coluna Feira de Utilidades, no jornal carioca Correio da Manhã.

Em 1966, provocou um incêndio involuntário em seu apartamento, ao dormir com o cigarro aceso. Ela ficou entre a vida e a morte por três dias.

Em 1967, publica seu primeiro livro infantil: “O Mistério do Coelho Pensante”, eleito melhor livro infantil do ano pela Companhia Nacional da Criança”. Em 26 de junho de 1968 participa, junto com intelectuais e artistas, da Passeata dos Cem Mil, contra a ditadura militar.

Em 1975, participa do 1º Congresso Mundial de Bruxaria, em Bogotá, Colômbia.

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A morte

Pouco depois da publicação do romance “#A Hora da Estrela”, Clarice foi hospitalizada com um câncer no ovário. Faleceu em 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57º aniversário. Até a manhã de sua morte, ditava frases para sua melhor amiga, Olga Borelli. Durante toda a sua vida, foi amiga de grandes escritores, como Fernando Sabino, Lúcio Cardoso, Rubem Braga, San Tiago Dantas, entre outros.

É considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka. #Clarice Lispector #Franz Kafka