O humorista brasileiro, Marcos Veras, mais conhecido por ter participado da equipe de produção e apresentação do programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’, da Rede Globo, durante quatro anos, agora estreia em um papel dramático do cinema como protagonista do filme brasileiro ‘O Filho Eterno’, de Paulo Machline, lançado no início deste mês, com base no livro homônimo de Cristóvão Tezza. Sensível e emotivo, o roteiro conta a história de um casal, interpretado por Marcos Vera e Débora Falabella, que tem sua vida totalmente transformada com a chegada do seu primeiro filho. As expectativas, projeções, idealizações, caem por terra quando a criança, Fabrício, nasce com síndrome de Down.

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No lugar de alegria, vergonha e medo

A partir daí, o enredo se concentra na complexidade de sentimentos e desejos do personagem de Veras, que interpreta um escritor e pai do menino. No lugar da alegria, esperança e renovação, a incerteza, o medo, a insatisfação, a falta de aceitação e a vergonha dominam o dia a dia, junto com os desafios enfrentados pelo casal com as novas e desconhecidas situações. O desafio de Roberto (Veras) é buscar ressignificar o exercício da #Paternidade.

Os conceitos e idealizações sobre o amor incondicional e o milagre que representa uma nova vida são colocados em xeque o tempo todos pelo protagonista, que é assaltado por sentimentos e desejos contraditórios e inconfessáveis. A questão do filme não se centra na #Síndrome de Dow, mas sim na maneira como o escritor tenta desesperadamente lidar com isso.

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Paixão pelo futebol conduz roteiro

A estrutura do roteiro, cuja adaptação foi feita por Leonardo Levis, segue uma linha óbvia, mas ganha poesia e cores quando mostra a forte relação de Roberto (Veras) com o futebol, traduzindo toda idealização e expectativas em relação ao primeiro filho. Após o nascimento de Fabrício, o futebol perde seu lugar na vida do escritor, refletindo o distanciamento da relação parental.

Débora Falabella aparece com discrição no filme, interpretando a mãe que trabalha, cria e ama incondicionalmente o filho. A personagem não existe no romance, mas não ofusca em nada o drama vivido por Roberto (Veras). "Ao longo de 12 anos, o verdadeiro significado da paternidade é revelado, em meio a obstáculos, conquistas e descobertas", diz um trecho da sinopse do filme. #Filhos