“Rogue One – Uma História Star Wars”, o primeiro filme derivado da saga criada por George Lucas, finalmente chegou aos cinemas para pôr à prova a astúcia dos estúdios Disney e a competência do diretor Gareth Edwards (“Godzilla”), uma das novas promessas de Hollywood para o #Cinema blockbuster.

Para alívio dos fãs (e do estúdio do velho Walt), a aposta foi ganha, pois “Rogue One” é simplesmente um dos melhores filmes da franquia nascida em 1977 e um dos melhores lançamentos do cinema deste ano.

Conciliando nostalgia e originalidade, Edwards entrega um filme de guerra grandioso, conciso e sem melodrama, que emula o capítulo original, “Uma Nova Esperança”, por todos os lados – a tecnologia desgastada, as naves enferrujadas, as espécies alienígenas convivendo com humanos, está tudo aqui.

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É um universo conhecido por praticamente todo mundo e a sensação de prazer nostálgico é gigantesca durante as duas horas e 13 minutos de projeção. O grande mérito de Edwards é justamente trazer de volta esse universo, mas de uma maneira nunca mostrada antes.

As tomadas abertas mostrando cidades e planetas são sensacionais e algumas das sequências de batalha nos levam a questionar “por que nunca foram mostradas dessa maneira”.

Na trama, vemos a formação do esquadrão Rogue One, um grupo de rebeldes que parte em uma missão suicida para roubar as plantas da recém-inaugurada Estrela da Morte – sim, justamente a informação que a princesa Leia tenta levar para Obi-Wan Kenobi em “Uma Nova Esperança”.

O elenco, encabeçado por Felicity Jones (“A Teoria de Tudo”) e Diego Luna (“Elysium”), está afiado, com destaque para Donnie Yen (“O Grande Mestre”) e Jiang Wen (“Gone With the Bullets”), estrategicamente pensados para conquistar a simpatia do público da China – o segundo maior mercado do cinema americano.

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Darth Vader aparece em toda sua glória, numa sequência de tirar o fôlego e matar a saudade de um dos maiores vilões do cinema de todos os tempos. Basta dizer que tudo o que você sempre desejou que o lorde Sith fizesse nos filmes originais é mostrado aqui.

Defeitos e (possíveis) erros

Mas “Rogue One” não é um filme só de elogios. Há defeitos evidentes, claro, como em toda grande produção. “Saw Gerrera”, personagem de Forest Whitaker, por exemplo, é mal aproveitado. Ficamos esperando mais dele e o roteiro não nos entrega, infelizmente.

Os personagens principais, a despeito de suas origens comoventes, são, no geral, antipáticos e não nos importamos com eles, nem mesmo quando estão correndo risco de vida.

Efeitos digitais mal-acabados em uma cena ou outra, reforçam a impressão de pressa na finalização do filme ou de mudanças bruscas no roteiro – algumas boas surpresas, como o aparecimento de uma personagem do filme original, ficam prejudicadas por isso.

A trilha de Michael Giacchino (“Star Trek: Sem Fronteiras”) reverencia os temas criados por John Williams e pontua com maestria o filme.

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Entretanto, deixar de lado o tema da série foi um erro dos grandes, mais ou menos como se o estúdio quisesse nos dizer que “Rogue One” é uma história à parte da série – justamente o que não é.

Maior estreia do ano

Se “Rogue One” impressiona como prequel (história que antecede a original), os números da estreia também não ficam atrás. De acordo com o The Hollywood Reporter, o filme rendeu US$ 29 milhões nos EUA apenas na quinta-feira, dia 15, tornando-se a maior estreia do ano – mais que “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (US$ 27 milhões) e “Capitão América: Guerra Civil” (US$ 25 milhões).

A projeção é que até segunda-feira, dia 19, “Rogue One” arrecade até US$ 155 milhões nos EUA e US$ 350 milhões ao redor do planeta, já que não tem nenhuma grande produção como concorrente nesse período.

O filme, claramente, tem potencial para ultrapassar a barreira de US$ 1 bilhão no mundo todo, mas as estreias em janeiro de “Beleza Oculta”, estrelado por Will Smith, e “Assassin’s Creed”, com Michael Fassbender, podem jogar um bocado de areia nessa fogueira. #StarWars #RogueOne