As pessoas amam cachorros. E também amam filmes onde os cachorros são estrelas. Por conta disso, o #Filme "4 vidas de um cachorro", que narra a aventura de um cão que reencarna várias vezes e tenta voltar ao seu primeiro dono, tinha tudo para ser um sucesso de público e crítica. Tinha. Mas depois que um vídeo flagrou os maus-tratos a um cachorro da raça pastor alemão durante as gravações do filme, ONGs que defendem os direitos dos animais estão pedindo o boicote ao filme.

O vídeo foi divulgado pelo site TMZ e logo as imagens correram o mundo, ficando entre os mais populares do YouTube em pouco tempo. As cenas mostram o cachorro Hercules sendo forçado a entrar numa piscina turbulenta apesar de estar apavorado.

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Há ainda gritos de pessoas pedindo para parar a gravação após o animal sumir na água. Assista ao vídeo:

A Ong Peta, uma das mais conhecidas organizações de defesa dos direitos dos animais, foi ainda mais longe. Investigações realizadas pela organização constataram que os maus-tratos não se limitaram às cenas do vídeo vazado. A organização divulgou que os animais não tiveram tratamento veterinário e que foram obrigados a dormir ao relento, no frio e que sequer os #Cães tomaram banho apesar de ficarem em um ambiente sujo.

Diante da situação, a organização pede aos amantes de cachorros para não assistirem o filme "4 vidas de um cachorro". A estreia no Brasil acontece no dia 27 de Janeiro. O boicote sugerido pela Ong tem a intenção de passar uma mensagem aos produtores de #Cinema: a de que os animais, não só os cães, não são peças descartáveis para a realização de filmes e devem ser tratados com humanidade.

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A apresentadora e ativista Luiza Mell, conhecida por seu amor aos animais, também veio a público para lamentar o flagrante de maus-tratos. Ela compartilhou o vídeo na sua página oficial no Facebook e lamentou o fato de um filme que fala sobre o amor aos animais acabe usando de maus-tratos para fazer o filme.

A Universal Pictures, produtora do filme, se defendeu afirmando que vai investigar as circunstâncias exibidas no vídeo. Em nota, a empresa divulgou que promove um ambiente seguro e garante que "o tratamento ético de nossos atores animais foi de extrema importância para aqueles envolvidos na realização deste filme".

Resta saber agora se as cenas divulgadas na internet foram uma exceção e se o boicote ao filme terá ou não impacto nas bilheterias. Mais que isso, se o boicote afetar o rendimento do filme, será que os produtores cinematográficos mudarão a maneira como tratam os animais?