No que diz respeito à história da humanidade, obedecendo-se alguns critérios de classificação, é correto afirmar que a Grécia foi considerada a 5ª potência mundial ao longo do tempo, sendo precedida primeiro pelo Egito, depois a Assíria, vindo Babilônia e a Medo-Pérsia como a 4ª potência por uma época. Mas o foco aqui é a Grécia e o helenismo, que se propagou pelo mundo antigo e mesmo contemporâneo. Por exemplo, há uma jovem cantora, grega Pôntica (gregos oriundos de cidades às margens do Mar Negro, onde hoje é a Turquia, que foram massacrados pelos otomanos na #Guerra da Ásia Menor em 1922), cujo nome é Melina Chatzikamanoy e que, desde sua tenra infância na Grécia, teve a alma inundada pelo aroma inebriante da #Música tradicional grega com a sua diversidade de sons, ritmos e movimentos.

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A menina se transformou em uma bela cantora com 28 anos de idade, que cultiva sentimentos e sensações sorridentes quando canta as músicas milenares de sua pátria helênica.

Melina se dedicou especialmente à cultura grega do Oriente, tendo se formado no curso de Ciências Políticas da Universidade Aristóteles, na 2ª maior cidade da Grécia que é Thessaloniki. A grega pôntica se dedica com paixão e amor às suas canções viajando na memória, orgulho e também porque não, na tristeza de cada sobrevivente ou descendente de um período tão cruel e difícil na história dos gregos, especialmente os pônticos. Tanto é assim, que ela fala o seguinte: “mergulhei na música tradicional grega por causa das experiências que tive enquanto pequena. Amo os sons, cores e a tradição que me faz viver e transmitir algo de especial aos que me ouvem.

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Depois que eu canto uma música, preciso de alguns minutos para poder me recuperar das feridas que ela provoca”, ou seja, é a velha passionalidade dos gregos em ação.

Os sons da música pôntica e outras canções oriundas das cidades gregas da Ásia Menor inundavam a casa da menina Melina no antigo bairro Kato Toumpa em Thessaloniki, funcionando para moldar o seu caráter musical. Os pais da menina logo perceberam sua inclinação pelas músicas e danças tradicionais típicas do seu povo e assim, a matricularam na “Associação de Ensino Pôntico de Thessaloniki”.

Em 2005 Melina Chatzikamanoy se formou em Ciências Políticas e passou a cantar as canções mais típicas da Grécia em várias casas noturnas de sua cidade, como as músicas pônticas da Ásia menor, da Trácia, da região da Capadócia, Macedônia (norte da Grécia) e das ilhas gregas.

A partir de então, Melina fez amizades e parcerias com grandes nomes da cultura pôntica helênica como George Poulantzakli, Charis Porfyriadis, Alexis Parcharidis, Dimitris Piperidis e muitos outros nomes de peso dentro e fora da Grécia.

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Melina, além do grego, fala turco porque assim, segundo ela, pode interpretar e sentir melhor as canções típicas da Capadócia.

Por duas vezes a grega foi a Constantinopla, que é como os gregos se referem até hoje a Istambul e, disse ela, que conseguiu perceber com a alma, o espírito dos ancestrais gregos que um dia ali existiram. Inclusive ela viu inscrições gregas na Praça Taksim, coração da cidade turca. Já na aldeia de Sampesounta, onde nasceu seu avô, e um dos muitos locais que formam o Pontos (região das cidades gregas de outrora na Turquia), ela disse que perdeu o fôlego de vez. Principalmente depois que ela foi ao sagrado Mosteiro Ortodoxo de Panagia Soumela, onde se sentiu “como se estivesse à beira de Deus”. #Europa