Dono de performances originais e criar um som único na estrutura do rock ´n roll, o cantor, guitarrista e compositor norte-americano Chuck Berry morreu neste sábado (18), aos 90 anos.

Conforme informações, a polícia do Condado de Saint Charles, no estado do Missouri I(Estados Unidos), recebeu um chamado para socorrer Berry. Porém, ao chegarem, os policiais viram o corpo do músico inerte e sem sinal de vida. Ainda não se sabe o que causou seu óbito.

Chuck estava animado desde que anunciou um novo disco com canções inéditas em outubro de 2016. Isso não acontecia desde 1979. O álbum intitulado “Chuck” foi dedicado à esposa, Themetta Berry, e ele havia prometido a ela que, após a gravação e lançamento do material no mercado, pediria aposentadoria dos palcos e da guitarra.

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Nascido em 1926 e filho de um pastor e empreiteiro com uma professora, Chuck Berry gostava mesmo de #Música, principalmente o blues. Os anos 1950 foram sua arrancada profissional e exerceu influência tão forte no rock, que é possível se ler o seguinte no Salão da Fama do Rock: “Depois de Elvis Presley, só Chuck Berry teve mais influência na hora de dar forma e desenvolver o rock ´n roll”.

Se ainda persiste alguma dúvida na mente do leitor, bandas como Rolling Stones, AC/DC, Beatles e Led Zeppelin admitiam francamente a influência do cantor norte-americano em suas obras. Ainda paira alguma sombra de desconfiança? Bem, a revista especializada “Rolling Stone” o escolheu como o quinto maior artista musical de todos os tempos e o sétimo melhor guitarrista do mundo.

O apogeu da carreira aconteceu durante o final dos anos 1950 quando cantou hits como “Sweet Little Sixteen”, “Maybellene”, “Roll Over Beethoven” e a conhecidíssima “Johnny B.

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Goode”. Aliás, essa última canção foi protagonista de uma cena célebre do filme “De Volta para o Futuro”, feito em 1985.

Mesmo com impressionantes números e adjetivos, Berry se envolvia em maior ou menor intensidade com algumas polêmicas e encrencas policiais. Em 1959, cumpriu uma pena de quatro anos na cadeia porque trouxe consigo uma índia apache de 14 anos para o seu clube noturno em Saint Louis.

Foi ainda acusado de sonegar impostos e de fazer evasão de divisas. Mesmo assim, emplacava sucessos ao longo do tempo. Tanto é que chegou a questionar, por via jurídica, plágios de suas músicas feitas pelos Beach Boys em “Surfin´USA” e pelos Beatles em “Come Together”.

O irreverente e original Chuck Berry esteve algumas vezes no Brasil, onde estreou em 1993 no “Free Jazz Festival”. Já em 2002, fez um show no rodeio da cidade de Jaguariúna (SP) e sua última aparição por aqui foi em 2008, apresentando-se por apenas 55 minutos. O peso da idade já era grande, o esforço o exigia. Pudera, já contava com quase 80 anos. Se o corpo não correspondia, Chuck Berry mantinha acesa a chama do rock como o garoto que se entusiasma por empinar pela primeira vez uma pipa. #Luto #Famosos