Em sua mais nova empreitada cinematográfica, o controverso diretor M. Night #Shyamalan se debruça novamente sobre um transtorno mental, seguindo uma linha já explorada no seu último trabalho, A Visita, de 2015.

O que há de novo

Desta vez, em #Fragmentado (Split, EUA, 2016), o diretor navega pelo universo não tão desconhecido das síndromes de personalidades múltiplas, representado aqui pelo TDI (Transtorno Dissociativo de Identidade). No filme, James McAvoy (brilhante) vive vinte e três pessoas interpoladas num mesmo corpo que sequestra três jovens adolescentes com um objetivo obscuro, paulatinamente revelado durante a narrativa.

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Como acontece

Desde o início, tem-se uma clara divisão na ação. De um lado, ações obtusas e misteriosas das identidades, tanto com as moças como nas sessões terapêuticas da psiquiatra (vivida por Betty Buckley). Do outro, tentativas desesperadas das jovens para sair do cativeiro. Entre elas está Casey (encarnada pela ótima Anya Taylor-Joy, de A Bruxa), que aos poucos tem sua vida revelada em flashbacks paralelos à narrativa principal.

É bom porque

Os elementos que consagraram Shyamalan são inevitáveis. Temos de volta a velha dicotomia realidade/fantasia, dominando um #Suspense desenrolado com maestria nos 117 minutos do filme. O elenco, como na grande parte da filmografia do diretor, foi escolhido a dedo e não desaponta. Claro, também há uma bela reviravolta final em tudo aquilo que pensávamos saber.

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Com direção e roteiro afinados, o filme apresenta ainda uma trilha minimalista, mas funcional, que acentua com eficiência a atmosfera sufocante do cativeiro.

Fragmentado marca a ascendência triunfal de Shyamalan após fracassos consideráveis nos últimos anos (vide Fim dos Tempos, O Útimo Mestre do Ar ou Depois da Terra). Em A Visita, o diretor resgatou gêneros e elementos que o consagraram como um dos cineastas mais geniais no início deste século. Com este novo empreendimento, ele consuma, novamente, sua carreira, prenunciando futuros ainda mais promissores.