#Prince Rogers Nelson, ou simplesmente Prince, saiu de cena para se tornar uma lenda. Em vida foi duramente criticado e muitas vezes incompreendido. Foi do céu ao inferno com sua imagem e seu trabalho, foi apenas mais um soldado do mundo da música que cantou sua dor e felicidade. Dia 21 de abril faz um ano de sua morte e seu legado ainda ecoa por todos os lados.

Prince concedeu a última entrevista ao jornalista Brian Hiatt, da revista Rolling Stone, em 2014. Nessa entrevista íntima, ele falou de forma reflexiva sobre sua vida, suas ideias e projetos que pretendia fazer nos anos seguintes.

Prince vivia recluso em seu complexo Paisley Park, Chanhassen, Minesota, nos Estados Unidos.

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Já não gravava mais como antes, estava apenas compondo e se apresentado em números cada vez menores. Sua aparência ainda era jovial e sua energia bem disposta, apesar de ter feito uma cirurgia no quadril meses antes.

Prince nasceu em 7 de junho de 1955, em Mineapolis. Filho de músicos e educado na Igreja Adventista, onde teve contato com a música através de um coral. Quando criança, sua paixão era brincar com instrumentos musicais, cedo aprendeu a tocar piano, guitarra e bateria.

Seus pais se separaram quando tinha * anos, e os anos seguintes não foram muito bons. Aos 13, seu pai o expulsou de casa por ter levado uma garota escondido. Foi morar com uma tia e, a partir daí, começou a correr atrás de seu lugar no mundo. Era um aluno não assíduo, se destacava apenas na música e nos esportes.

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Durante a adolescência, montou uma banda, gravou alguns demos e compôs algumas canções que começaram a abrir os olhos de alguns produtores. Com 19 anos e muita persistência, assinou um contrato com a Warner e começou sua longa jornada de sucesso e brigas que teria fim em 1996.

Depois de cinco álbuns lançados entre 1978 a 1982, Prince era reconhecido como um artista visionário, com letras provocantes e uso de muitas guitarras. Mas, foi em 1985, com o álbum Purple Rain, que ele se consolidou de vez, juntamente com o filme de mesmo nome que foi lançado na época. Prince agora tinha o mesmo status de Michael Jackson e Madonna.

Nos anos seguintes, Prince travou uma briga longa com os executivos da Warner por considerar que estava perdendo a liberdade de lançar o seu material do seu jeito, fazendo-o perder dinheiro. Sentia-se como um escravo que não conseguia se desprender dos domínios da Warner, acabando a parceria em 1996.

Em 2004, ressurgiu em uma apresentação bombástica ao lado de Beyoncé no prêmio Grammy, entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll.

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Em 2007, se apresentou no intervalo do Super Bowl, onde cantou antigos sucessos e levou o público à loucura. Aproveitou ao máximo seu retorno triunfal novamente no cenário musical.

Seus últimos anos foram de muito trabalho, lançou álbuns e fez apresentações em escala menor. Perfeccionista ao extremo e muito cuidadoso com sua obra, tirou todo o seu material musical dos serviços de streaming. Protestava contra a injustiça sobre as divisões de lucros concentrada por essas empresas. Após sua morte, seu material voltou para a internet a pedido dos fãs.

Prince esteve uma única vez no Brasil, em 1991 na segunda edição do Rock In Rio, em que fez o estádio do Maracanã sacudir com sucessos como Let's Go Crazy, When Doves Cry, Kiss e a balada romântica Purple Rain. Prince foi encontrado morto dentro do elevador de sua casa em 21 de abril de 2016. A causa da morte foi por uma overdose de opioides.

Prince foi um dos cantores mais populares da década de 1980 e mais punk do que Michael e Madonna juntos. Ele foi inspirado por Jimi Hendrix, Eric Clapton, Fleetwood Mac e Rolling Stones. Compôs verdadeiros hinos que ficaram conhecidos nas vozes de outros artistas como Nothing Compares 2 U (Sinéad O'Connor); I Feel For You (Chaka Khan); The Beautiful Ones (Mariah Carey), entre outros.

A entrevista da Rolling Stone termina com ele falando algo interessante sobre a morte: "Michael [Jackson] é apenas um de muitos que passou por aquela porta, Amy Winehouse e outros. Estamos todos conectados, certo, somos todos irmãos e irmãs, e no minuto em que compreendemos isso, não seremos capazes de deixar ninguém da nossa família cair. Foi por isso que eu liguei para Chris Brown. Todos nós precisamos ser capazes de estender a mão e simplesmente consertar as coisas. Não há nada que seja imperdoável."