A Agência Nacional de #Cinema (Ancine) divulgou, nesta semana, parte do estudo relacionado às #mulheres no cinema nacional que mostra que apenas 20,3% dos filmes lançados em 2016 foram dirigidos por mulheres.

Entretanto, o número ainda é maior que o totalizado em 2015. Ao todo, mulheres estiveram à frente de 29 obras dos 143 lançados no ano passado.

Nas áreas técnicas, a pesquisa demonstrou que apenas 16% são diretoras de fotografia. Porém, 38% das produções de filmes animações foram de diretoras, ante aos 13% de 2015.

Entre os filmes que tiveram a direção de mulheres estão "Um Namorado para Minha Mulher", de Júlia Rezende, com Ingrid Guimarães no elenco; "É Fada", com Kéfera e Klara Castanho no elenco e a direção de Cris D'Amato; "Onde o Mar Descansa", de Fernanda Lippe; "A Loucura entre nós", de Fernanda Vareille; "Ralé", por Helena Ignez; "Lua em Sagitário", dirigido por Márcia Paraíso; "Os Outros", de Sandra Werneck; e "Trato Comigo", por Tata Amaral.

Publicidade
Publicidade

Seminário Internacional

Os números completos serão apresentados amanhã, dia 30, no Seminário Internacional Mulheres no Audiovisual, no Rio de Janeiro. Entre as convidadas estarão Débora Ivanov, da diretoria da Ancine, as canadenses Carolle Brabant e Heather Webb e a sueca Ellen Tejle.

Brabant atua no financiamento público de obras visuais que busca a igualdade de gênero e Webb trabalha na capacitação de mulheres no setor cinematográfico. Tejle virá para divulgar o selo Bechdel, forma de medir a presença feminina nos longa-metragens.

Acessibilidade no cinema

A Agência também lançou nesta semana o Programa de Apoio à Distribuição de Conteúdo Acessível no Segmento de Exibição Cinematográfica, em 2017. O objetivo desta iniciativa é garantir que os lançamentos de pequeno porte tenham recursos de acessibilidade para deficientes visuais e auditivos.

Publicidade

A Lei 13.146/2015, criada pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, fixou que, a partir de 1º de janeiro de 2016, o país teria o prazo de até quatro anos para oferecer tal recursos para que todas as sessões tenham a acessibilidade para deficientes visuais e auditivos. A Ancine realizou editou uma instrução que dispõe todos os critérios básicos de acessibilidade, que os distribuidores e os exibidores das produções cinematográficas precisam cumprir.

As salas de cinema deverão dispor de recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais (Libras). Este tipo de recurso deverá ter modalidade de acesso individual ao conteúdo especial, sem interferir nos demais espectadores. Para o diretor-presidente da Agência, Manoel Rangel, é uma questão civilizatória.

Ao todo, o programa irá contemplar com até R$ 15 mil as empresas distribuidoras de filmes nacionais e internacionais com ocupação de até 20 salas. Os apoios serão destinados às obras a serem exibidas comercialmente até 30 de junho de 2018.