Uma das mais importantes construções do Barroco brasileiro reabriu suas portas à comunidade no último dia 30/03: a #Igreja de Nossa Senhora da Conceição, localizada na cidade mineira de Congonhas do Campo.

Importante marco da #Arte e da arquitetura brasileiras do século XVIII, a igreja está “novinha em folha” para receber devotos da fé e turistas. Um presente do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) recebido com festa e emoção pelos habitantes de Congonhas. O mesmo IPHAN já havia tombado a igreja em 1950 e, por dois anos, aproximadamente – desde agosto de 2015, resolveu dar aquela restaurada nas peças e na estrutura da Matriz.

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Essa recuperação ocorreu graças à liberação de recursos financeiros que totalizaram R$ 1,4 milhão e toda obra está dentro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), modalidade Cidades Históricas.

A parceria entre a cidade de Congonhas do Campo e o PAC é frequente: outras duas obras situadas na cidade também receberam verbas para sua restauração. A primeira foi a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a outra, a Alameda Cidade Matosinhos de Portugal.

A relevância da Igreja de Nossa Senhora da Conceição deve-se pela composição artística, religiosa e histórica, pois ela está na parte central do projeto encabeçado por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho – maior expoente da arte barroca do Brasil. A Matriz faz parte do conjunto que inclui as doze esculturas dos Profetas do Antigo Testamento e dos sete passos da Paixão de Cristo, relatados em seis capelas.

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Os trabalhos desta restauração ocorreram em diversos pontos da igreja como o altar-mor, o retábulo, o coro (onde os técnicos detectaram os maiores problemas de conservação e ação do tempo) e o arco do cruzeiro.

Na festa de reabertura, a presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, disse que em todo o Brasil, dentre as cidades históricas, “Congonhas do Campo (MG) e Goiás (GO) são as mais comprometidas e eficientes na execução dos projetos de recuperação dos bens culturais”.

Empreitada considerada audaciosa para os padrões da época, o conjunto histórico recebeu contribuições de mais artistas da época; entre eles, o pai do Aleijadinho, Manuel Francisco Lisboa, que fez a douração da capela-mor e da tribuna da Igreja de Nossa Senhora da Conceição em 1764.

Recebida com muita água-benta, incensos e o tocar de sinos, a festa pela reabertura da igreja na “cidade dos profetas” pode se repetir em vários outros locais de Minas Gerais. É que cerca de 90 projetos com as mesmas características (de reparos, restauração e preservação do patrimônio cultural brasileiro) estão em andamento em várias cidades mineiras; entre elas, Diamantina, Sabará, São João Del Rei, Belo Horizonte e Ouro Preto. #História