Todos os profissionais e fãs da ciência da #História têm plena consciência de que a #Grécia ou o Mundo Helenístico de outrora teve um papel singular em influenciar o pensamento e o desenvolvimento do conhecimento, principalmente no Ocidente, nos segmentos do Teatro, Matemática, Astronomia, Medicina, Arquitetura, Literatura, Biologia, Filosofia, Ginástica, Artes, Literatura, entre tantas outras realizações que encantam e beneficiam a humanidade até a data de hoje.

A mitologia grega é um exemplo notório de como esses gregos maravilhosos conseguem, ainda depois de milênios, atrair a atenção de acadêmicos e estudantes pelos quatros cantos do mundo. Basta ver o relato da personagem de Pandora que, segundo os gregos da antiguidade, foi a primeira #Mulher que veio à existência, tendo sido criada pelo deus Hefesto, especialista no trabalho com metais e um grande artista, e a deusa padroeira da cidade de Atenas, capital da Grécia, cujo nome é Atena, entidade exímia nas estratégias voltadas à guerra, mas também defensora da civilização e arte helenísticas, da justiça e liberdade das pessoas.

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Entretanto, vale frisar de que há um erro de tradução e de entendimento muito grande a respeito dessa mulher mitológica, que será abordado durante o desenrolar do artigo.

Os outros deuses do Monte Olimpo, lar dos deuses, situado na Grécia central, sob o comando de Zeus, maioral dos deuses, contribuíram na constituição de Pandora. Vale frisar que dadivosamente cada uma dessas divindades ofertou presentes para Pandora. A linda Afrodite deu a ela beleza; o vaidoso Apolo lhe deu o seu dom para a música; Hermes ofertou a Pandora o tato com as palavras e a própria Atena vestiu a mulher. Isso sem contar outros dons, tais como: carisma, inteligência, meiguice, paciência e tantos mais.

Pandora, por fim, foi enviada a Epimeteu, um titã da época dos heróis, deuses e semi-deuses notáveis pelos seus feitos.

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Prometeu aconselhou que seu irmão não aceitasse absolutamente nenhum presente oriundo dos deuses, mas Epimeteu, observando a beleza singular de Pandora, rapidamente esqueceu o que foi dito pelo outro titã e se casou com a criação dos deuses.

Pandora representa o verdadeiro arquétipo da mitologia grega, podendo ser a correspondente da Eva bíblica ou a mãe de todas as mulheres, tendo sido o agente causal do sofrimento do mundo, por causa de sua curiosidade de abrir uma “caixa” dada pelos deuses como presente de casamento e que continha todos os males e doenças, até então ocultos aos olhos dos homens.

É justamente nessa parte que se chega ao mal entendido histórico, isto é, o que Pandora na realidade abriu não seria uma caixa, mas sim um jarro ou frasco grande, conforme tradução da palavra grega original.

Tal tipo de objeto era bastante usual na Antiga Grécia, servindo para armazenar vinho, azeite e até restos mortais de pessoas que estavam prestes a ser enterradas. Com o passar dos séculos, escultores, pintores e artistas em geral continuaram representando Pandora de posse de sua famosa caixa, o que é um erro de tradução, a princípio, refletido na concepção dos eruditos.

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Enfim, de qualquer modo, o escritor grego Hesíodo narra o mito de Pandora na sua obra da Teogonia, que tem os seguintes versos traduzidos na língua portuguesa: “Dela vem a raça das mulheres e do gênero feminino, dela vem a corrida mortal das mulheres que trazem problemas aos homens mortais entre os quais vivem, nunca companheiras na pobreza odiosa, mas apenas na riqueza”.

Relíquias e artefatos da cultura grega preservados até hoje