Em anúncio oficial realizado ontem (7), a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas mudou as regras para a indicação de Melhor Documentário de longa-metragem. Agora, séries documentais, com diversos episódios, como "O.J.: Made In America", ganhadora do #Oscar deste ano, não serão elegíveis para concorrer ao prêmio.

A regra valerá a partir da edição de 2018. Assim, qualquer documentário exibido na TV ou lançado em DVD antes de uma rodada de classificação em cinemas, como acontece com os filmes, será ilegível.

Outras regras anunciadas este ano incluem que os membros da Academia não podem participar de almoços ou jantares para um longa-metragem que concorre a qualquer prêmio.

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Apenas em casos de exibição de filmes isso é permitido. No caso da votação para Melhor Animação, os votos serão abertos a partir da 90ª edição.

Para evitar a gafe que aconteceu na edição deste ano, quando o filme "La La Land" foi anunciado erroneamente como vencedor da principal categoria, a Academia incluirá um terceiro auditor com contato direto com o diretor da transmissão para informar qualquer problema, proibir o uso de aparelhos eletrônicos nos bastidores e aumentará a diferenciação dos envelopes. A empresa continuará a ser a PricewaterhouseCoopers (PwC).

"O.J.: Made in America"

Em oito horas de duração, o documentário foi exibido, com alguns intervalos, em festivais de #Cinema, dividido em cinco partes. A ESPN, idealizadora do projeto, exibiu junto com a ABC para o público americano.

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O documentário explora o chamado "julgamento do século". A acusação de O.J. Simpson pelo assassinato de Nicole Brown e Ronald Goldman, em 1994, virou caso televisivo. Entre os advogados de defesa estavam Robert Shapiro, Johnnie Cochran e Robert Kardashian.

O julgamento, conduzido pela Corte Suprema da Califórnia, durou quase um ano, com início em 9 de novembro de 1994 e término em 3 de outubro de 1995.

"O.J.: Made in América" venceu outros documentários de longa-metragem, como "13ª Emenda", "Eu não sou seu negro", "Fogo no mar" e "Vida, Animada", na cerimônia do Oscar de 2017.

A história de O.J. Simpson, jogador de futebol americano popular, ganhou notoriedade em 2016, com diversas produções da televisão americana. Entre uma delas está "The People vs O.J. Simpson: American Crime Story", de Ryan Murphy, que ganhou vários prêmios, incluindo Emmy de Melhor Minissérie e Melhor Atriz para Sarah Paulson. #O.J.: Made In American