O músico e compositor cearense Antônio Carlos Gomes #Belchior Fontenelle Fernandes, o Belchior, morreu neste domingo, dia 30, na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul. A causa da morte do cantor ainda não revelada. Belchior tinha 70 anos de idade.

Segundo informado pela Secretaria de Cultura do Ceará, o corpo do músico será levado para a cidade de Sobral, onde Belchior nasceu. Através de seus perfis em redes sociais, o governador do Ceará, Camilo Santana, lamentou o falecimento do cantor e declarou três dias de luto oficial. “O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará e do Brasil”, escreveu Santana.

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De acordo com informações noticiadas pelo portal UOL, o governo cearense está auxiliando a família de Belchior no translado do corpo do Rio Grande do Sul até Sobral, que fica localizada a 240 km de Fortaleza.

A partida do cantor e compositor causou comoção entre artistas, intelectuais e celebridades. Parceiro de composição de Belchior no início da carreira, o também músico cearense Fagner deu uma entrevista ao canal Globonews, onde afirmou não ter tido muito contato com Belchior nos últimos anos, mas reiterou a importância do ex-parceiro como "um grande artista", que deixa "um legado importantíssimo".

Em 2009, notícias de que o músico havia desaparecido deixando dívidas se intensificaram na mídia. O cantor foi localizado morando no Uuruguai, onde negou ter desaparecido e afirmou estar trabalhando em outros de seus projetos artísticos.

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Em 2012, novas notícias divulgadas na mídia relatavam que Belchior havia desaparecido mais uma vez, deixando dívidas no Uruguai. O cantor foi visto por fãs em Porto Alegre e em outras cidades do Rio Grande do Sul, onde viveu nos últimos anos.

Vida e obra

Nascido em 26 de outubro de 1946, Belchior cresceu em Sobral, onde recebeu influência artística desde pequeno, sendo seu pai um flautista e saxofonista, e sua mãe cantora de corais de igreja. Ainda em Sobral, trabalhou como programador de rádio, onde estreitou ainda mais sua paixão pela #Música. No início dos anos 60, mudou-se para a capital do estado, Fortaleza, onde iniciou seus estudos em Filosofia e Medicina, curso que abandonou no quarto ano, em 1971, quando resolveu se dedicar à sua carreira como cantor e compositor.

Em Fortaleza, Belchior passou a se relacionar com outros expoentes da música cearense, tal como Fagner e Ednardo, no grupo que ficou conhecido como “turma do Ceará”. Após percorrer o Nordeste, Belchior mudou-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 70.

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Na capital fluminense, viu sua carreira decolar após vencer o IV Festival Universitário de #MPB e ter diversas de suas canções regravadas por Elis Regina, sendo a mais notória delas a clássica “Como Nossos Pais”, considerada uma das principais canções da história da Música Popular Brasileira.

Ao longo de seus mais de quarenta anos de carreira, Belchior lançou mais de vinte discos, entre eles clássicos absolutos da música nacional como “Alucinação”, de 1976, e “Coração Selvagem”, de 1977. Entre suas canções mais conhecidas estão faixas como “Apenas Um Rapaz Latino Americano”, “A Palo Seco”, "Medo de Avião" e “Paralelas”, entre outras.

Em 2009, Belchior voltou a figurar na mídia após notícias de que ele teria desaparecido, deixando para trás dívidas e outras pendências burocráticas. O cantor foi posteriormente localizado pela equipe de reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, no Uruguai. Em entrevista, o músico negou ter desaparecido, afirmando que estava focado em outros projetos de sua carreira.

Segundo as notícias mais recentes, o cantor passou os últimos anos morando entre o Uruguai e cidades do Rio Grande do Sul, onde faleceu neste domingo.