O aclamado dramaturgo e cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007) foi uma mente que transformou o cinema no século 20, com uma forte influência teatral e cinematográfica. Levou para as telas um universo analítico e reflexivo, retratando em seus filmes o conflito psicológico estabelecido entre famílias, captando a realidade de um mundo difundido na dor e angústia.

Bergman começou a desenvolver suas ideias ainda quando estava na Universidade de Estocolmo. Antes de levar sua concepção e visão de mundo para as telas, escreveu uma peça de teatro, intitulado ''Morte de Kasper''. Seu primeiro filme “Kris” (1945) foi lançado pós-Segunda Guerra Mundial.

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A partir daí, temas como religião, morte e solidão foram recorrentes em seus filmes. Mantendo seu olhar reflexivo e crítico as cicatrizes da guerra que modificaram o comportamento social. Durante o final da década de 1940 e toda década de 1950, Ingmar escreveu e dirigiu obras primas do #Cinema sueco, como ''Juventude, Divino Tesouro'' (1951), ''Monika e o Desejo'' (1952), ''Sorrisos de uma Noite de Amor'' (1955), ''O Sétimo Selo'' (1956) e ''Morangos Silvestres'' (1957).

Na década de 1960, seus filmes ganharam cada vez mais notoriedade mundial como o aclamado ''Persona'' (1966), que conta a história de uma atriz chamada Elisabeth Vogler, que surta após encenar a peça teatral Electra, de Sófocles. Agora mantendo uma atitude isolada do mundo e em completo silêncio, é mantida sob os cuidados de Alma, uma enfermeira que fica responsável por cuidá-la.

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Como uma forma de romper o silêncio, Alma revela seus mais obscuros segredos à Elisabeth, fazendo com que a enferma escreva uma carta para o hospital contando os segredos da atriz. Começando assim um conflito entre as duas mulheres.

Entre outros clássicos que foram produzidos nos anos 1970 estão que foram ''Gritos e Sussurros'' (1972) e ''Cenas de Um Casamento'' (1973). Na década de 1980, produziu o clássico ''Fanny e Alexander'' (1982). Bergman estabeleceu parcerias com grandes atores em seus filmes, entre eles Liv Ullmann, Max von Sydow, David Carradine, Harriet Andersson e Bibi Andersson.

Foi vencedor de três Oscares na categoria Melhor Filme Estrangeiro, vencedor do Urso de Ouro em 1957, e um Leão de Ouro em 1971 por sua contribuição ao cinema, entre várias outras premiações e nomeações. Ele também foi o criador de obras literárias, como ''Cinema Sueco'' (1969), ''Cenas da Vida Conjugal'' (1975), ''Fanny e Alexander'' (1983), ''Lanterna Mágica'' (1988), ''Filhos de Domingo'' (1995), ''Lágrimas e Suspiros'', ''Persona'' e ''Dependência'', ambos publicados em 2002.

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Afinal, os filmes feitos por Ingmar Bergman são carregados de um sentimento que transcendem a alma e o espírito dos atores, vidas comuns sendo retratadas por uma ótica que penetra em todos os detalhes, desde o olhar profundo à respiração, passando pela luz e a sombra refletida na parede. Bergman não fez apenas filmes, e sim, grandes obras de arte em movimento.

No verão de 2007, Ingmar Bergman faleceu aos 89 anos de causas naturais em sua casa, ao lado de sua filha. Bergman se encontra sepultado em Fårö, na Suécia. Seus filmes são sempre exibidos no Cine Conhecimento, sessão de cinema do Canal Futura. #IngmarBergman #ObradeBergman