Werner Herzog é um cineasta alemão, integrante do movimento 'Novo Cinema Alemão', com filmes que sempre fizeram com que o telespectador tivesse uma análise reflexiva aos comportamentos humanos, principalmente ao homem.

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Herzog conseguiu imprimir em sua obra, o uso constante da demonstração de sentimentos obscuros, desvios de personalidade e a força do homem em manter o predomínio de sua espécie, poder e astúcia. Sempre inserindo em detalhes a ambição do ser humano em querer manipular a natureza a seu favor.

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Herzog foi uma das pessoas que tiveram de suportar o caos da Segunda Guerra e a ideologia implantada na Alemanha de Hitler.

No começo dos anos 60, Werner deixou para trás a bolsa de estudos em uma renomada Universidade de Pittsburgh, Pensilvânia. Foi embora para o México para ganhar a vida, tempos depois trabalhou em uma fábrica de aço, como metalúrgico para financiar seu primeiro filme.

Durante toda sua vida dedicado ao cinema, Herzog colaborou com grandes atores, entre eles está Klaus Kinski, com quem mantinha uma relação difícil em cena, devido a seu forte temperamento nos bastidores. Trabalhou com outros como José Lewgoy, Grande Otelo e Claudia Cardinale.

Werner Herzog, além de ser um premiado cineasta é dono de uma extensa filmografia ao longo do tempo, até os dias de hoje. Entre seus filmes mais conhecidos estão: Aguirre, a cólera dos Deuses (1972), O Enigma de Kaspar Hauser (1974), Stroszek (1976), A releitura de Nosferatu - O Vampiro da Noite (1979), Fitzcarraldo (1982), Cobra Verde (1987), Meu Melhor Inimigo (1999), Invencível (2001), Vício Frenético (2009)..

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A importância de Herzog para o cinema alemão, é devido a seu olhar crítico a uma sociedade que faz o que for possível para manter seu domínio em relação aos outros. Seus filmes retrataram temas como o desmatamento, escravidão e o poder da política, que tem a capacidade de influenciar no comportamento social. Temas mostrados em uma época rica em informações para se criar um pensamento analítico.

O novo cinema alemão é uma raíz do expressionismo alemão que inovou em cenários, figurinos e maquiagem, para demonstrar a visão de mundo dos diretores. O primeiro exemplo do novo cinema foi o filme Metropólis (1927) de Fritz Lang, entre outros que vieram depois com uma estética sombria e de mistério. Pode-se observar a linguagem dramática dos personagens, que estão sempre colidindo com o mundo real e o imaginário. #ObradeHerzog