Nunca houve “Star Wars” sem #Política, religião e diversidade. Aqui estão sete personagens de “Rogue One: Uma História Star Wars” que representam os temas inerentes à saga.

7. K2SO

O robô interpretado por Alan Tudyk traz um tema importante: é um escravo, além de sofrer preconceito por ser robô. Uma das ambiguidades da trilogia original era o fato de que R2D2 e C3PO eram escravos programados para servir seus mestres, que por acaso eram os heróis. Anakin Skywalker e sua mãe, Shmi, também eram escravos, mas os Jedis decidiram libertar apenas o garoto. Há também a famosa cena de "Uma Nova Esperança" em que, além dos robôs, Chewbacca é o único a não receber uma medalha.

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“Nada contra os Wookies, até tenho amigos que são”, não é mesmo?"

6. Saw Guerrera

O personagem de Forest Whitaker é inspirado em Che Guevara, desde a fonética do nome, passando pelas crises de asma e chegando às convicções. Fervoroso em seu desejo de revolução, é visto como radical pelos membros da Aliança Rebelde. No entanto, é o responsável por despertar a chama rebelde na heroína Jyn Erso, que contraria a Aliança e lidera sua própria missão suicida contra o Império. Portanto, Che Gueva… oops! Saw Guerrera é parte fundamental da ação que culminou na destruição da Estrela da Morte.

5. Jyn Erso

Como observou a produtora Kathleen Kennedy, a princesa Leia representou uma ruptura em 1977: uma princesa que salvava os heróis e tomava decisões importantes. Apesar de caidinha pelo anti-herói Han Solo, falava "na cara" o quanto ele era babaca.

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Além de representar o legado de Leia como mulher forte, Jyn Erso traz uma mensagem anticonformismo. Quando perguntada se quer viver debaixo de bandeiras do Império, responde que “é só não olhar para cima”, mas depois muda de ideia, claro.

4. Chirrut

O personagem de Donnie Yen reforça a representação da Força como religião. Não é Jedi, já que vive em condições marginalizadas (outra ambiguidade), mas sua na Força o faz acreditar que vale a pena lutar pelo que acredita. A cegueira adiciona simbolismo à ideia de fé. Além disso, não fica claro se um de seus feitos aconteceu porque a Força interferiu ou porque sua fé o fez ter a coragem necessária. Seu mantra “sou um com a Força e a Força está comigo” evidencia a inspiração em crenças pré-cristãs.

3. Darth Vader

O Império Galático liderado por Vader é um símbolo de intolerância. Alienígenas, andróides e mulheres não ocupam cargos elevados. Os membros são todos brancos (e antigos personagens negros como Lando Calrissian e Mace Windu nunca estiveram com o Império) lutando contra opositores multirraciais, liderados por uma mulher, evidenciando a intenção de servir como alegoria da era Trump.

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Vale lembrar que “Uma Nova Esperança” tinha muito da Guerra do Vietnã (o Império representava os Estados Unidos) e a trilogia dos anos 2000 trazia referências à política bélica de George W. Bush, além da concretização de um golpe de estado. Duvida? Procure entrevistas dadas pelo criador, George Lucas, ou simplesmente preste atenção aos filmes.

2. Princesa Leia

Foi presa e torturada por ser membro de um grupo de resistência radical ao totalitário Império Galático. Depois de ajudar a destruir uma estação espacial capaz de detonar planetas inteiros, passou a ser lembrada como criminosa por seus opositores, como fica claro em um diálogo entre Kylo Ren e Rey em “O Despertar da Força”. Sua trajetória lembra a de diversas figuras políticas, que lutaram contra ditaduras e passaram a ser chamadas de terroristas pelos saudosos desses regimes.

1. Cassian Andor

Outro representante da diversidade, o personagem do ator mexicano Diego Luna traz uma questão que justifica a existência do #Filme. Ele nos lembra que, por trás dos feitos de reis e guerreiros que estampam os livros de História, existem pessoas comuns que se sacrificam pelo bem do coletivo, mas não são lembradas. Agora, quando assistimos ao início de “Uma Nova Esperança”, há um significado mais dramático para a frase “muitos morreram para trazer essa informação”. #StarWars #Cinema