Para quem viveu o glamour cultural dos anos 80, a Fantástica Fábrica de Chocolate faz o coração palpitar. Nas delícias da piscina de chocolate do Senhor Wonka até a sorte de encontrar o bilhete dourado, a geração ploc congelava a atenção para todas as sessões da tarde com Gine Wilder, o Sr. Wonka.

A produção de 1971

A geração dos anos 80 sempre assistia à Fantástica Fábrica de Chocolate produzida em 1971, com base no livro Charlie and the Chocolate Factory. A produção cult era, ao mesmo tempo, um drama e aventura com delícias e doces. O Sr. Wonka tinha um ar sábio, que queria reeducar as crianças, trazer à memória a valorização e o cuidados dos avós, junto com um contexto histórico decorrente da Revolução Russa e como esta dificultou a economia e trouxe o desemprego para as famílias.

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Com essas dificuldades econômicas, surge um Willy Wonka para trazer alegria às crianças, porém, nem todas correspondem com a educação esperada.

A produção de 2005

Em 2005, Tim Burton revoluciona com a nova produção cinematográfica da Fantástica Fábrica de Chocolate baseada no mesmo livro. Johnny Depp como Willy Wonka leva milhares de espectadores ao cinema e tem a sua história repaginada, com um novo sentido, dando extensão aos traumas de infância do personagem. A Waner Bros acertou na adaptação literária para o percurso cinematográfico.

A história que veio para as telas

Charlie pertence a uma das famílias que está sofrendo com o desemprego e a fome. Mora em uma humilde casa com seus pais e avós. Todas as noites a sopa rala distribuída entre todos lembra as dificuldades e o sonho impossível de conseguir um dos cinco bilhetes dourados que o Sr.

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Wonka resolve distribuir em seus chocolates para sortear cinco crianças no mundo todo a serem contempladas com a oportunidade de visitar a sua fábrica de chocolates.

Augustus, Veruca, Mike e Violet são os escolhidos e o Charlie também.

Ao longo da visita cada uma delas revela um comportamento diferenciado que nada mais é do que a réplica do exemplo paterno ou materno. Uma delas é muito competitiva, a outra muito inteligente, outra come demais e assim por diante.

No final, Charlie é o vencedor e herda a fábrica.

Das telas para o palco

A Companhia Teatral Jukah está apresentando nos palcos o que seria uma releitura das produções cinematográficas anteriores. Willy Wonka decide fazer um segundo sorteio para que mais cinco crianças possam visitar a sua fábrica. Eis que aparece a Violet com suas filhas gêmeas, os avós e a Maria, que é a nova criança a sonhar com a possibilidade de viver a fantasia da Fantástica Fábrica. As novas crianças ou têm uma relação de parentesco com os que já haviam feito a primeira visita ou estão na segunda visita à Fábrica. E são os adultos, desta vez, que se comportam como se não tivessem superado seus desvios. O modelo adulto é questionado na peça, como se ele fosse um ponto negativo, um exemplo nada bom para as crianças.

A peça A Fantástica Fábrica de Chocolate estará no #Teatro Abel, até o dia 28 de #Maio. #2017