A mitologia da #Grécia Antiga mais uma vez marca presença no imaginário do ser humano através do personagem #Apolo, mais um dos deuses do Monte Olimpo. Diz a narrativa que Zeus, o pai dos deuses e dos homens, ficou deslumbrado com a beleza da virgem Leto, oriunda da geração dos Titãs, e se enamorou por ela, que ficou grávida do maioral dos deuses. Por sua vez, Hera, a esposa de Zeus, indignou-se com mais esta, de inúmeras traições do seu esposo, e de forma vingativa tentou impedir de todas as formas que Leto desse à luz ao fruto do adultério.

A jovem Leto percorreu, grávida e exausta, toda a terra, procurando planícies, montanhas e mares para que seus filhos pudessem nascer em segurança, mas a terra como um todo se recusou a aceitá-la, porque tinha medo da terrível vingança de Hera.

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Apenas uma pequena ilha de nome Ortygia (ilha da cordoniz) ou Asteria, concordou em dar asilo à miserável Leto.

Isto porque a ilha já era estéril e pobre, sendo incapaz de ter pastagens para as ovelhas e o gado; também não tinha videiras e outras árvores frutíferas. Enfim, diante de um cenário tão desolador porque temer a deusa Hera? Apolo prestou homenagem então à ilhota em que nasceu e atrelou aquele pedaço de terra no Mar Egeu a quatro colunas no fundo do mar e deu-lhe o nome de Delos, que em tradução livre significa brilhante.

Nove dias durou o trabalho de parto de Leto, que se encontrava recostada à raiz de uma palmeira (a única árvore existente na ilha) e pediu que Hera lhe permitisse dar à luz a seus filhos. Tanto é que as deusas Athena, Deméter, Afrodite e outras de menor relevância imploraram pela piedade da vingativa esposa de Zeus, mas esta, por sua vez, não permitiu que Eileithyia Olympus, a deusa dos partos bem sucedidos, fosse socorrer Leto.

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A estratégia utilizada pelas deusas para convencer Hera foi lhe enviar o arco-íris, mensageiro dos deuses, entregando-lhe um colar de ouro de excepcional beleza e âmbar, itens construídos na oficina do grande artesão dos deuses, Hefesto. Os presentes acalmaram a ira de Hera, que finalmente permitiu que Eileithyia fosse ao encontro da grávida, acometida por tantas dores, que se ajoelhou na raiz da palmeira e deu à luz primeiro a Ártemis, e logo depois, a Apolo. Na mesma ocasião em que o deus Apolo veio ao mundo, cisnes foram vistos voando sobre a ilha em sete círculos, porque era o sétimo dia do mês.

Leto lamentavelmente não sobreviveu para ver os filhos crescerem, mas diz a narrativa mitológica que Apolo cresceu forte e robusto como nenhum outro varão sobre a superfície do planeta. As deusas ficavam deslumbradas com tamanha beleza do rapaz e o admiravam nos passeios que fazia pela ilha. Posteriormente Apolo foi em direção ao Monte Olimpo para obter a bênção do seu pai todo-poderoso, que lhe deu presentes muito valiosos e bonitos, entre os quais uma mitra dourada adornada com rubis e esmeraldas, simbolizando o poder do deus.

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Um outro presente inestimável que Apolo ganhou do pai foi uma lira, a qual ele amava muito e toda vez que tocava o instrumento, sua melodia cativava os deuses e humanos. Não pode ser esquecido também o presente no formato de um carro de nome Zemeno Panorios, puxado por sete cisnes brancos de raça, que conduziam o deus para a qualquer lugar da terra ou do cosmos.

Porém, os acontecimentos em torno de Apolo, o deus mitológico da Grécia, não param por aí. O que será que a tradição popular fala a respeito da biografia desse imortal e o que ele fez de tão importante para ser lembrado ainda nos dias atuais? São algumas das perguntas a serem respondidas na seqüência deste artigo. #História