A literatura de cordel é uma característica nordestina do poema popular. Pode ter formato impresso em folhetos ou oral, em que o autor recita os versos de forma melodiosa, acompanhados de viola. Sendo escrita de forma rimada, e alguns ilustrados com xilogravuras, os poemas contam histórias sobre o cotidiano, episódios históricos, religião, lendas, etc. Escritas em prosa ou versos, as obras podem ser contadas ou cantadas, composta por autores anônimos ou famosos, originais ou estrangeiros.

No Brasil, a literatura de cordel se destaca principalmente nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará, onde geralmente é vendida em mercados e feiras pelos próprios autores.

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Porém, hoje também está presente em outros estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

O cordelista Josué Gonçalves de Araújo, filho de retirantes baianos, nasceu em 1950 na cidade de Marabá Paulista no Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Quando foi para a capital se tornou bancário, mas entediado com a rotina pesada de trabalho e estudos, trancou a faculdade de Administração de Empresas e se dedicou em escrever histórias. Escreveu e editou por conta própria. Atualmente, o cordelista Josué tem mais de quinze livros lançados.

Em entrevista, Josué nos conta como o #cordel mudou a sua vida, a sua inspiração para escrever, como faz para divulgar o seu trabalho e como ele atrai novos leitores. Ele diz: "Comecei a escrever romances em prosa. Essas histórias, posteriormente, passaram a se tornar livros.

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Às vezes o tema ou o assunto é provocado por alguém e acontece a inspiração. Alguém diz algo interessante e eu começo a vivenciar uma história que se torna livro cordel"

Josué também nos conta como ele faz para atrair novos leitores e como divulga o seu trabalho: "Procuramos atrair os leitores jovens e adolescentes com a magia do imaginário próprio do cordel. O ritmo e a rima do cordel são utilizados para atrair esses leitores que passam a conhecer e gostar dessa linguagem prática para se contar histórias"

Ele também afirma como faz para atrair novos leitores, quem mais se interessa nesse tipo de #Literatura e sobre investimento do Brasil: "O título e o enredo de um livro de cordel é o primeiro elemento relevante de marketing. E também, deveria haver verba nos colégios destinados ao incentivo de palestras e oficinas de cordel pelos cordelistas. O governo deveria flexibilizar as regras da lei Rouanet e direcioná-la para atender os escritores de forma justa."

Para finalizar, Josué nos conta o que o cordel lhe proporcionou: "O cordel proporcionou-me um prazer maior para criar, escrever e atuar com alegria nos palcos cordelistas. Para mim, o cordel é um estilo de vida". #Cultura