A Glaad (Gay and Lesbian Alliance Against Defamation, em inglês) anunciou, nesta semana, seu relatório anual, onde constatou que ainda não há a representatividade adequada para os personagens #LGBTQ em filmes lançados em 2016.

O único estúdio que recebeu a marca "insuficiente" - melhor classificação alcançada - foi a Universal, onde cinco dos 17 filmes lançados tiveram alguma representação. No ano passado, nenhum filme estúdio conseguiu ser "Bom" e ainda a marca de "Excelente" não foi atingida.

Das 125 películas lançadas pelos principais estúdios, apenas 18,4% (ou 23 filmes) teve personagens LGBTQ, e desses somente um mostrou um personagem transgênico.

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Houve um aumento mínimo naqueles que passam pelo teste Vito Russo - nove em 23 em 2016 contra oito em 22 lançados em 2015. Outro ponto apresentado no relatório foi a diversidade racial. Dos personagens LGBTQ contabilizados, 48 eram brancos, nove afro-americanos, quatro asiáticos/pacífico, um hispânico e oito eram não-humanos, pertencentes à animações como "Zootopia - Essa Cidade é o Bicho" e "Angry Birds - O Filme".

Segundo a presidente e CEO do Glaad, Sarah Kate Ellis, os grandes lançamentos ainda continuam atrás dos filmes independentes como 'Moonlight - Sob a Luz do Luar", ganhador do Oscar de Melhor filme deste ano. "Se a indústria quiser continuar relevante e reter a audiência que possui mais opções de entretenimento mais que antes, a indústria precisa refletir a diversidade deste país", completou.

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Estúdios

A Warner Bros. teve personagens LGBTQ em quatro dos 19 filmes lançados em 2016 e junto com a 20th Century Fox, que incluiu em três dos 16 longas-metragens, recebeu a classificação "pobre". A Glaad ainda criticou a abordagem de Harley Quinn (Margot Robbie) em "Esquadrão Suicida", já que a personagem, nos quadrinhos, é bissexual e apenas a colocaram como heterossexual em seu relacionamento abusivo com o Coringa (Jared Leto).

Apenas dois filmes que passaram no teste Vito Russo - classificação que mostra a personagem gay, lésbica, bissexual e/ou transgênero como parte do enredo principal, que não seja definido apenas por sua orientação sexual ou identidade de gênero, e sua remoção do longa-metragem seria significante - um da Sony Pictures e o outro da Lionsgate.

"Claro que há espaço para a indústria aprimorar", disse o relatório liberado pela Glaad, "mais filmes precisam incluir personagens LGBTQ substanciais que passem em um teste simples. Porém, como muitos dos filmes analisados provaram, passar neste teste não garante que o filme não seja problemático ou ofensivo em como interpretaram as pessoas LGBTQ", analisaram. Além disso, o estudo pediu que a indústria cinematográfica aprenda junto com a TV e os filmes independentes, que consegue incluir muito bem tais personagens. #Cinema