O filme solo da Mulher Maravilha estreia, nesta quinta-feira (1º), trazendo aos cinemas a personagem icônica da super-heroína que vem marcando fãs por gerações. Sua primeira aparição nas revistas em quadrinhos foi na década de 1940. Já na década de 1970, a guerreira amazona ganhou seu espaço também na televisão, na pele da atriz Lynda Carter.

Desde a aparição impactante da Mulher Maravilha no filme Batman vs Superman: A Origem da Justiça, os fãs aguardam pelo filme solo da personagem, sendo atualmente interpretada pela atriz Gal Gadot.

Confira o trailer do filme Mulher Maravilha:

Embaixadora pelo empoderamento feminino

A personagem Mulher Maravilha foi nomeada pela #ONU (Organização das Nações Unidas) como Embaixadora pelo Empoderamento das Mulheres e Meninas em outubro de 2016.

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As atrizes Lynda Carter e Gal Gadot, responsáveis por trazerem a personagem à vida em diferentes épocas, compareceram à cerimônia demonstrando sua paixão pela amazona que conquistou gerações.

Porém, a nomeação acarretou muitas opiniões contrárias e rejeições. Ativistas do movimento feminista protestaram contra a escolha da ONU, alegando a sexualização explícita da personagem vai de encontro aos conceitos de empoderamento feminino e que uma personagem fictícia não seria uma opção de representação no já citado empoderamento.

Uma petição com quase 45 mil assinaturas em rejeição a escolha da ONU e protestos digitais contundentes levaram a ONU a rever a nomeação da Mulher Maravilha para o cargo. Em seu texto, a petição argumentava que "embora os criadores originais quisessem que a Mulher Maravilha representasse uma mulher guerreira, forte e independente, com uma mensagem feminista, a realidade é que a representação atual da personagem é a de uma mulher branca de proporções inatingíveis".

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A carreira diplomática da personagem como Embaixadora pelo Empoderamento das Mulheres e Meninas durou apenas dois meses, sendo encerrada em dezembro de 2016.

Maravilhas de ontem e hoje - Lynda e Gal

As atrizes Lynda Carter e Gal Gadot, intérpretes da super-heroína, demonstraram seu descontentamento com a decisão da ONU. Mulheres de beleza exuberante e reconhecida, as atrizes se posicionaram contra a destituição da amazona, especialmente amada pelas atrizes, do cargo de Embaixadora da ONU.

Lynda declarou ao jornal The New York Times que "ela [a Mulher Maravilha] é uma defensora icônica, ela é arquetípica. É a coisa mais sexista do mundo dizer que tudo o que você vê quando pensa na Mulher Maravilha é um objeto sexual".

Gal Gadot demonstrou seu apoio à personagem para a revista Times, questionando algumas colocações do protesto. "Quando as pessoas argumentam que a Mulher Maravilha deveria se cobrir, eu não entendo. Dizem que 'se ela é inteligente e forte, não pode ser sexy também'. Isso não é justo.

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Por que ela não pode ser todas essas coisas?", questionou Gal.

Fãs da heroína também demonstraram apoio em redes sociais, exaltando a força, coragem, lealdade e habilidades da personagem, que não podem ser esquecidas em meio à polêmica que a envolve.

Assista Lynda Carter como a Mulher Maravilha:

#EmpoderamentoFeminino #mulhermaravilha