A Bloomsbury Publishing, editora britânica conhecida por lançar os livros da coleção Harry Potter, da autora J.K. Rowling, vão lançar no dia 18 de julho as memórias sexuais de uma garota com seu próprio pai, segundo informações do The Sun.

"The Incest Diary" ("O Diário do Incesto", em tradução livre), descrito como "gráfico e angustiante" é narrado pela visão de uma anônima, de 18 anos, e mesmo antes de seu lançamento já provocou muita controvérsia.

O editor americano do #livro, Lorin Stein, insiste que a história é verdadeira e declarou ao The Sunday Times: "Nós acreditamos na autenticidade deste livro".

Suas páginas estão cheias de descrições perturbadoras de "intensidade quase insuportável", de acordo com a Bloomsbury.

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Alexis Kirschbaum, diretor de publicação da Bloomsbury, admitiu que "algumas pessoas estão muito desconfortáveis ​​com este livro e algumas editoras ficaram preocupadas de que fossem cúmplices se o tornassem público".

É sabido que a Bloomsbury deu chance aos escritos de J.K. Rowling há 20 anos, quando 12 outras editoras tinham dito não à autora. No entanto, agora o grupo está diante de algo que também foi negado por outras editoras, mas cujo assunto é muito sério e moralmente inaceitável.

A autora

A escritora do livro (cujo nome não foi divulgado), que hoje tem aproximadamente quarenta anos, revela que seu pai começou a abusar dela quando ela tinha ainda três anos de idade - e que as relações se estenderam até seus vinte anos. O livro de memórias inclui detalhes chocantes, incluindo como ela aparentemente veio a gostar do sexo com seu pai - particularmente durante a adolescência.

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Ela também diz que sua mãe e outros membros da família estavam cientes do abuso: "Para minha mãe, eu era a outra mulher. Ela muitas vezes me disse que desejava que eu não tivesse nascido".

Quando tinha oito anos, a família mudou-se para uma nova casa. Segundo o que ela descreve no livro: "Eu assumi que o quarto principal e minha mãe dormia em um dos outros quartos".

Diante do texto polêmico, várias editoras britânicas desprezaram a chance de publicar o livro no Reino Unido. Uma delas chegou a classificá-lo como "despreocupado e não comercial".

Ainda segundo o The Sun, a estrela de TV Esther Rantzen, que criou o serviço de apoio conhecido como Childline, para dar apoio a crianças e adolescentes em situação de abuso, disse que tem sentimentos confusos quanto à publicação do livro: "Para muitos sobreviventes de abuso é reconfortante saber sobre os outros e que eles podem sobreviver. Mas em contrapartida, assume que o texto é chocante: "Eu ainda consigo lembrar quando criamos o Childline há 30 anos, um jovem dizendo: Eu amo meu pai, mas eu odeio o que ele faz". #Harry Potter #Estupro