A #Festa Literária Internacional de Paraty (#Flip) recebe autores do mundo todo para discutir questões não apenas relacionadas à literatura, mas sobre os mais variados assuntos. Desde 2003, ano da primeira Flip, já passaram pelo evento nomes como o da chilena Isabel Allende e do indiano Salman Rushdie, várias vezes indicado ao Prêmio Nobel de Literatura. Na edição deste ano serão 43 escritores, sendo 18 deles estrangeiros.

O evento é realizado pela Associação Casa Azul, que desenvolve outros projetos nas áreas da cultura, educação, arquitetura e urbanismo. Nos anos em que bateu recordes de público, a Flip recebeu cerca de 25 mil pessoas em cinco dias de evento.

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Este ano, para facilitar ainda mais o acesso aos interessados, as discussões entre os autores serão transmitidas ao vivo pela internet. Para os que estiverem no local, 700 lugares cobertos foram preparados na Praça da Matriz, que este ano substituirá a tradicional Tenda dos Autores, onde as discussões eram feitas nos anos anteriores.

A 15ª Flip vai de amanhã, quarta-feira (26), até domingo (30), e inclui, além das mesas de debates, uma programação voltada ao público infanto-juvenil (Flipinha), atividades direcionadas ao público jovem (FlipZona) e diversas apresentações de teatro, música e cinema ocupando vários espaços da cidade. O show de abertura terá participação do ator Lázaro Ramos e apresentação do pianista André Mehmari.

Diversidade

A cada ano, a Flip homenageia um escritor nacional, que será o eixo ou uma das referências para as discussões entre os autores.

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Assim foi que a primeira edição, em 2003, girou em torno do poeta Vinicius de Moraes, por exemplo, e desde então foram homenageados, entre outros, Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e Millôr Fernandes. Em 2017, o homenageado será #Lima Barreto, nascido em 1881 e autor de romances como Clara dos Anjos e Triste Fim de Policarpo Quaresma.

Não por acaso se trata de um autor negro e de origem pobre. Recentemente, o evento vinha sofrendo sérias críticas pelo fato de ter poucas minorias representadas, tanto entre os autores homenageados quanto entre os convidados. Por este mesmo motivo, a curadora deste ano, Joselia Aguiar, tratou de convidar mais escritoras do que escritores, o que foi celebrado como um amadurecimento do evento. Em 15 anos, apenas duas autoras haviam sido homenageadas, a saber: Clarice Lispector, em 2005, e Ana Cristina Cesar, em 2016.