J.J. Abrams é a mente criativa por trás da nova encarnação do universo Star Trek nos cinemas. Esta nova série de filmes baseada na icônica série televisiva dos anos de 1960 está atualmente em seu terceiro filme, 'Star Trek: Sem Fronteiras de 2016'.

Curiosamente, Abrams também é o homem responsável por outro ícone pop mundial, a franquia Star Wars. Diferentemente do universo criado por George Lucas, a série criada por Gene Roddenberry era realmente um produto de ficção cientifica, enquanto que Star Wars é basicamente uma história que mistura (de forma brilhante) gêneros como western, filmes de samurais e referencias ao nazismo e filmes de guerra.

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Não é novidade que Hollywood adora pegar fórmulas já prontas para fazer filmes cada vez mais rentáveis. Esse fenômeno já era evidenciado no final do século passado. Com as várias continuações de produções de sucesso, era quase impossível ter uma produção cinematográfica que tivesse apenas uma única edição.

É bem mais seguro financeiramente pegar uma marca já conhecida e explorá-la do que criar algo original. Isso é o que acontece com a nova franquia Star Trek, J.J. Abrams trabalha com personagens clássicos e cria toda uma nova linha temporal para criar toda uma série de eventos que tem muito pouco a ver com a série original.

Uma saída que poderia ser muito mais interessante do que trabalhar com estes personagens que estão no imaginário dos fãs da série seria dar outra denominação para estes novos filmes, mas Hollywood quer evitar a todo custo o risco de criar algo novo, optando sempre pelo que é mais seguro financeiramente.

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Via de regra é sempre ouvido o mesmo discurso quando um produto do passado ganha uma nova roupagem: “É preciso apresentar estes novos personagens para as novas gerações.”

Este não passa de um discurso falacioso, que quer fazer crer ao público consumidor que o produto que está sendo vendido está recebendo um tratamento artístico, mas no fundo, para os grandes produtores de cinema, os filmes são apenas um produto feito para vender, tendo o produto qualidade artística ou não, como poder ser visto nos filmes da parceria Warner/DC.

O problema desse discurso é que ele é dito de forma tão convincente que não ilude apenas crianças e adolescentes. Ele consegue convencer até mesmo pessoas mais velhas e que são fãs dos produtos originais. É uma pena que existam pessoas que acreditem que possa existir um Capitão Kirk melhor que William Shatner ou que alguém possa assumir o lugar de Harrison Ford como Han Solo. #startrek #jjabrams #hansolo