Em 2016, a #Marvel lançou ‘Doutro Estranho’ filme que conta a história de Sthephen Strange um cirurgião brilhante e arrogante, que ao buscar a cura para as sequelas que sofreu em um terrível acidente de carro, acaba tendo que deixar seu ceticismo de lado ao descobrir que existe um mundo místico, e acaba se tornando um mago protetor do planeta Terra.

O filme é mais uma produção de sucesso da Marvel Studios, que segue a já tão decantada fórmula de sucesso dos filmes de heróis da Marvel Comics, com efeitos visuais de primeira qualidade, muita ação e algum humor.

O que este filme traz também de interessante é o seu elenco composto de alguns ótimos atores, como o próprio protagonista, Benedict Cumberbatch ganhador do Oscar por interpretar o matemático Alan Turing no filme ‘O Jogo da Imitação’.

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No elenco também está Mads Mikkelsen, famoso por interpretar o vilão no primeiro filme da franquia 007 com Daniel Craig. E o filme ainda conta com a ótima Tilda Swinton, e ainda é visto rostos conhecidos do cinema como Chiwetel Ejiofor e Rachel McAdams.

Com produção bem cuidada, elenco talentoso e carismático, o filme incomoda um pouco na forma como é contada a história. A interpretação neste tipo de produção quase sempre é deixado de lado, ou seja, o filme poderia ter rendido muito mais se tivesse feito melhor uso do bom elenco. Mas este nem é o pior exemplo.

A forma meio atabalhoada de conduzir uma história, como pode ser visto no patético ‘Homem de Ferro 3’, em que 'Tony Stark', por fim nos mostra como uma síndrome do pânico pode ser curada em cinco minutos.

Nem o ótimo ‘Capitão América: Soldado Invernal’ escapa da pressa em mostrar logo “tiro, porrada e bomba”.

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O filme trata sobre a paranoia que o mundo ocidental vive hoje em dia com ataques terroristas, mas o expectador menos atento vai deixar passar isso batido, e também Chris Evans perdeu uma ótima oportunidade de mostrar para o mundo que não é só mais um rostinho bonito.

Saindo da seara dos filmes heróis, este tipo de problema também é visto no mais recente filme da franquia Star Trek, ‘Star Trek: Sem Fronteiras’, o filme mostra um Capitão Kirk em conflito se questionando sobre se a vida que está levando como capitão da U.S.S. Enterprise tem sentido. Mas este arco dramático é logo deixado de lado, pois como se sabe, na guerra não há lugar para o medo e a hesitação.

Não é preciso citar grandes cineastas para demonstrar que pode haver equilíbrio entre arte e comércio, ou seja, é possível fazer filmes comerciais, mas que também tenha um conteúdo dramático melhor trabalhado. Basta ver os casos recentes da trilogia Batman de Christopher Nolan e mais recentemente ‘#logan’ de James Mangold. #startrek