Conspiração e Poder assim é o título em português para o filme americano Truth, de 2016. Apesar de não ser uma das pérolas de tradução de filmes estrangeiros no Brasil, o título em português também não reproduz com exatidão o que o título original quer dizer. Truth significa verdade, e é sobre isso que este filme do diretor James Vanderbilt trata, a busca pela verdade. Este é mais um caso de produção que passou despercebida pelo Brasil, o que é realmente uma pena.

O filme é mais uma história de caso real envolvendo a imprensa, tema em voga atualmente, haja vista o sucesso do bom (e somente bom) Spotlight, filme ganhador do Oscar de Melhor Filme em 2016.

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Em Conspiração e Poder é contada a história de como Dan Rather, personagem interpretado por Robert Redford, uma lenda do jornalismo norte-americano, âncora do famoso programa “60 Minutes” tem sua reputação abalada por uma reportagem exibida no programa.

A trama gira em torno da premiada produtora Mary Mapes, interpretada pela ótima Cate Blanchett. A produtora lidera uma equipe de jornalistas que apura denúncias de favorecimento ao então presidente americano George W. Bush, na época em que ele era um jovem militar para escapar de ir à guerra do Vietnã.

A equipe de jornalistas baseou toda a sua reportagem em torno de documentos, que mais adiante não tiveram sua veracidade comprovada. O filme começa de maneira lenta, levando ao quase desinteresse do expectador, mas depois de passada a sonolência inicial, o filme consegue prender a atenção.

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O que é mostrado na tela é como a bombástica pauta jornalística foi ao ar em um momento em que o presidente George W. Bush estava em campanha pela reeleição, o que levou a crer que a rede de TV #cbs tenha sofrido pressão da Casa Branca para que toda a equipe envolvida na reportagem tenha sido perseguida e mais adiante demitida da empresa.

Este filme é um bom cartão de visitas para um diretor estreante, como é o caso de James Vanderbilt, jovem diretor de 41 anos. Vanderbilt conduz o filme de maneira discreta, sem grandes arroubos estilísticos, pecando somente no primeiro ato do filme, como dito anteriormente, em que mostra uma sequência pouco verossímil, para mostrar a fragilidade da protagonista diante de ataques que ela estava sofrendo pela internet. É pouco difícil de acreditar que uma produtora durona como Mapes se deixasse abalar por este tipo de represália, mas pode ser que isto tenha sido verdade, já que o filme é baseado no livro escrito pela própria Mary Mapes. #conspiraçãoepoder #kateblanchett