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Nesta quinta-feira, 24 de agosto, as religiões de matrizes africanas reverenciam Oxumaré, o orixá da renovação, da aliança, da felicidade e reciclagem. De acordo com as lendas, essa deidade africana é responsável pelo movimento do mundo, chamado de àiye, e do universo, chamado de láìlópin.

No Rio, as festividades começaram às 10 horas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, onde a dirigente do terreiro Bate Folha, Mam’etu Mabeji, receberá das mãos do deputado Marcelo Freixo, do PSOL, a medalha Tiradentes, honraria essa que visa premiar as pessoas que prestam serviços relevantes a causas públicas no Estado do Rio de Janeiro.

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Floripes Correia da Silva Gomes, ou Mãe Mam’etu Mabeji, nasceu em 10 de fevereiro de 1936 em Salvador - Bahia, no bairro da Liberdade. Aos 10 anos de idade foi para o Rio. Em 20 de abril de 1947, aos 11 anos de idade, foi iniciada pelo senhor João Lessengue, então dirigente do terreiro Kupapa Unsaba, conhecido como Bate Folha, para o cargo de Inkise Nsumbu. Em 2017 Mam’etu Mabeji completou 70 anos de vida espiritual.

Um dos assuntos do momento, a intolerância religiosa, será pauta do programa 'Encontro' com Fátima Bernardes, que entrevistará o babalaô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro convoca todo o povo de #umbanda e candomblé para ato e debate sobre o assunto. Confira a programação:

  • 16 horas – Concentração;
  • 17 horas – Roda de Umbanda para Caboclo;
  • 17:30 horas – Xirê aos Orixás, Nkises e Voduns (Ordem de Xirê Ketu);
  • 18: 45 horas – Lavagem das escadarias do Palácio Pedro Ernesto;
  • 19 horas – Apresentação das rodas de Capoeira, Afoxé, Culturas e da Wicca na extensão da Praça Floriano; Debate Público na Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro (Palácio Pedro Ernesto);
  • 22 horas – Encerramento.

Conheça mais sobre o Orixá Oxumaré

Oxumaré é o orixá da renovação, tido como metade princípio feminino e metade princípio masculino.

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Pelo seu nome ser muito parecido com o de Oxum, muita gente confunde os dois Orixás ou determina que Oxumaré seja ‘mulher’.

O arco-íris, um de seus símbolos, é encontrado em diversas religiões como símbolo de aliança, renovação e ressurgimento. Na própria mitologia sobre a Arca de Noé, Deus exibe um arco-íris como sinal da nova aliança com os homens.

O arco-íris é a representação simbólica de que mesmo depois da tormenta, sempre algo bom surgirá. Oxumaré ainda é representado com a cobra que morde a própria cauda, o oroboros. É o símbolo da continuidade, do infinito, do eterno. Segundo as lendas, ele é encarregado de levar as águas das chuvas de volta às nuvens e novamente devolvê-las em garoas suaves. Seu culto é mais facilmente encontrado no Nordeste do Brasil, principalmente na Bahia. #candomblé #Intolerânciareligiosa

  • Cor: azul-celeste ou todas as cores.
  • Elemento: água de chuva.
  • Pedra: Jaspe e Opala.
  • Campos de atuação e atributos: renovação, aliança, felicidade e reciclagem.
  • Símbolos: oroboros, serpente, caduceu.
  • Saudação: Arroboboi!
  • Sincretismo: São Bartolomeu
  • Data Comemorativa: 24 de agosto.
  • Campo de Força: cachoeiras, campos abertos, lugares naturais que estão garoando.
  • Campos de atuação e atributos: Sete velas coloridas dispostas em torno de uma vela branca. melão, champanhe rose, água de Chuva, flores multicoloridas.