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Quantas vezes você já não ouviu "o #rock morreu"? Do mesmo jeito que já escutei algumas milhares sobre "como a MTV era boa antigamente". Além disso, perdi as contas de quantas pessoas já comentaram que não existe um novo Chico Buarque, uma nova Elis Regina ou um sucessor do Caetano Veloso. É óbvio que não! São épocas e contextos totalmente diferentes. O rock não morreu. Ele apenas saiu da concentração das grandes gravadoras e dos inferninhos dos anos 80, e agora toma conta de casas independentes, lutando contra a maré para sobreviver.

E você encontra bom rock, sim! Vá até o Disjuntor (na Moóca) ou o Feeling Music Bar (no Ana Rosa) - isso para falar apenas de espaços em São Paulo.

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Siga o Dieguito, da banda Vivendo do Ócio, nas redes sociais; acompanhe os novos projetos do Teco Martins (Rancore); ouça o programa Heavy Pero no Mucho, da rádio 89FM; e dê o play nas playlists do Deezer. O que morreu foi a pró-atividade. Era mais fácil ter canais limitados vomitando conteúdo na gente. Agora, para você saber o que tem de novo, precisa pesquisar.

Quando o assunto é #Música popular brasileira, a demanda de artistas é ainda maior. Se antes os festivais de música da Record eram os grandes canalizadores de talentos, hoje você precisa buscar no Sofar Sounds, nos saraus escondidos pelas cidades, nos pequenos espaços de espetáculo que abrem e fecham por falta de dinheiro. Porque o público não quer mais sair de casa, não quer mais pagar ingresso para dar uma chance ao que não conhece.

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Existe uma crise financeira, sim. Mas estou falando de entradas entre R$ 10 e R$ 20 e não R$ 600.

Vá aos SESCs, sim! Mas não se limite a isso. Eles levam para o palco, na maioria das vezes, quem já existe no cenário. Outros pequenos e talentosos estão ralando, falando no TEDx, gravando websérie. Jogue “Elefante Sessions” no Youtube. O Jotapê, que agora ganhou uma pancada de seguidores porque apareceu no The Voice, já está há muito tempo lá no Peixe Barrigudo, no Casinha 68 Sessions, nos saraus da Jazz House e shows na Casa de Convergência – que, aliás, pertence ao Eden, outro cantor incrível.

Sim, a demanda é grande e a pesquisa intensa. Para ajudar, fizemos uma lista de pessoas para começar a ouvir (além dos já citados acima), apaixonar-se ou não. Mas, pelo menos, conhecer.

Nina Oliveira (MPB)

Arnaldo Tifu (rap)

Geo (pop)

Leo Middea (MPB)

Lucas Adon (pop/rock)

Yannick Hara (rap)

Ekena (pop/rock)

Camila Garófalo (pop/rock)

Indy Naíse (MPB)

Rimas&Melodias (rap)

Lau E Eu (rock)

Imigrantes Italianos do Século XXI (rock)

#musicaindependente