Publicidade
Publicidade

Eva Mozes Kor nasceu em 31 de janeiro de 1934, em Portz, na Romênia, e morava com seus pais Alexander e Jaffa, e mais 3 irmãs Edit, Aliz e Miriam, sua irmã gêmea.

Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, Eva e sua família foram levados para #Auschwitz II Bikenau, mundialmente conhecido como o maior campo de extermínio, em virtude dos milhares de judeus e ciganos que perderam suas vidas durante o holocausto.

Ao chegar em Auschwitz, Eva e Miram foram separadas da sua família e selecionadas como parte de um grupo de crianças usadas em experimentos sob a direção do médico Josef Mengele, conhecido como "Anjo da Morte".

Pesquisadores dizem que Josef Mengele tinha como missão descobrir meios de aumentar a natalidade da raça ariana.

Publicidade

Não se sabe ao certo, mas estima-se que aproximadamente 1500 gêmeos foram submetidos a essas experiências e a maioria morreu por elas. Em uma entrevista reproduzida pela BuzzFeed, Eva contou sua história e as experiências às quais ela e sua irmã foram submetidas no local.

Em 1945, as irmãs foram resgatadas junto com mais 180 crianças gêmeas pelos soldados do exército soviético. Com seus pais e irmãs mortos, se mudaram para Israel e começaram uma nova vida, casaram-se e tiveram filhos. Infelizmente, devido a complicações no sistema urinário, Miriam veio a falecer em 1993, com pólipos cancerígenos na bexiga, sua doença ficou relacionada às experiências que passou em Auschwitz.

Em 1984, Eva fundou a organização CANDLES (sigla em inglês Children of Auschwitz Nazi Deadly Lab Experiments Survivors) e conseguiu localizar 122 outros gêmeos sobreviventes.

Publicidade

Em 1995, fundou o Museu do #Holocausto e o Centro de Educação de CANDLES com o objetivo de educar o público sobre a eugenia, o Holocausto e o poder do perdão.

Eva ganhou o cenário mundial em abril de 2015, quando foi testemunha no julgamento de Oskar Gröning conhecido como o “contador de Auschwitz”. Ele foi sentenciado a cumprir uma pena total de quatros anos por contabilizar o dinheiro das vítimas e ser cúmplice direto na morte de 300 mil cidadãos. Durante este julgamento, Kor e Gröning compartilharam um abraço e um beijo como forma de agradecimento pela disposição dele, aos 93 anos, para testemunhar o que acontecia nos campos de extermínio há mais de 70 anos.

Kor já lançou um livro e participou de vários documentários e estará em um novo de Ted Green Films e WFYI Indianapolis, que será lançado em 2018.

Objetivo de Eva é que as pessoas não se esqueçam o que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial.

Veja vídeo com entrevista de Eva contando sua história e de sua irmã:

#SegundaGuerraMundial