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Apesar de não ser considerada uma cidade turística, a movimentada #Porto Alegre, com seus mais de 1.481.019 habitantes e seu pôr do sol encantador, possui diversas opções de passeios para os turistas que chegam à capital. Um dos pontos mais fortes e lembrados por quem passa pela cidade é a riqueza de atrações voltadas para cultura das artes, música e literatura que a cidade possui.

A Casa de Cultura Mario Quintana é um desses pontos. Atração turística tradicional no coração da cidade, a CCMQ como é conhecida hoje, já foi um dos pontos mais badalados da cidade. Em meados do século 20, o então Hotel Majestic foi idealizado pelo empresário Horácio de Carvalho, ligado ao ramo de importação e exportação que percebeu o potencial no setor hoteleiro, pelo constante crescimento de bares, cafés e casas de chá no centro da cidade.

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Horácio então contratou a empresa do engenheiro Rudolf Ahrons que escolheu seu melhor funcionário para elaborar o projeto, o arquiteto Theodor Alexander Josef Wiederspahn, nascido em Wiesbaden, Alemanha, e residente da capital desde 1908, sendo responsável por obras arquitetônicas importantes da cidade como a Delegacia Fiscal, atual MARGS, Correios e Telégrafos, hoje Memorial do Rio Grande, Secretaria da Fazenda, Edifício Ely, atual Tumelero e UNIFTEC, dentre outros. O projeto do futuro hotel foi considerado ousado para época, pois contava com passarelas suspensas em uma via pública, o que era algo inédito na cidade.

Porém, a vida útil do hotel só começou, de fato, por volta do ano de 1923, quando os irmãos espanhóis Masgrau assumiram o empreendimento. Foi ponto de encontro de diversas personalidades importantes da música e principalmente da literatura.

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Entre seus hóspedes mais ilustres está o poeta, jornalista e tradutor Mário Quintana, morador do local entre os anos de 1968 a 1980. Nos anos 50 deu-se início a um processo de desgaste do hotel, o que levou os proprietários colocarem o prédio a venda na década de 70, porém em 10 anos, apenas 2 interessados apareceram, desistindo da aquisição no meio do processo.

Foi então que através de uma pressão popular, no final dos anos 70, o Banrisul adquiriu o prédio para que o Governo do Estado pudesse assumi-lo. Assim nascia, em 1983, a Casa de Cultura Mario Quintana, uma homenagem ao poeta e morador de longo período do local.

Hoje, a CMMQ é palco de diversas manifestações culturais que vão desde cinema, teatro e dança até feiras e projetos sociais e de sustentabilidade.

Um desses projetos é a loja de souvenirs Arte Loja, mantida pela designer visual Luciana há sete anos. A artista, que sempre teve uma relação muito próxima com a Casa, vendo o espaço sem movimentação e pouco valorizado, resolveu resgatá-lo e torná-lo atrativo aos que por ali passavam.

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Na época desempregada, sem muitos recursos e sem nenhum apoio, viu ali uma oportunidade de inovar e aplicar a sustentabilidade.

O ambiente é todo projetado com material reciclável, oriundo de doações e do garimpo da própria artista, que recolhia diversos artefatos que seriam descartados pela CCMQ, para fazer arte sustentável. Sentindo a necessidade de disponibilizar boa arte que representasse Porto Alegre em especial, o principal objetivo do projeto é dar oportunidade para artistas locais mostrarem seu olhar da cidade, usando a sustentabilidade como premissa.

Hoje, além de seus próprios trabalhos, Luciana tem um catálogo de aproximadamente 40 artistas cadastrados e com suas obras disponíveis para serem adquiridas pelo público que frequenta o local. Sem dúvida, um ponto que não pode e não se deve deixar de visitar ao passar pela CCMQ. #Casa de Cultura Mário Quintana #ArteLoja