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Gabriel Buchmann preparava-se para iniciar seus estudos de doutorado na Universidade da Califórnia ao 28 anos. Em um ato de curiosidade e necessidade de presenciar as reais situações do projeto a ser estudado em seu doutorado (políticas públicas para países pobres), Gabriel organizou uma viagem de conhecimento pela África e Ásia, envolvendo 26 países em um ano.

Como planejado, Gabriel teve aventuras por todo o continente e se deparou com a maior delas: subir os 3200 metros de trilha no monte Mulanje situado na República Maláui. A aventura seria a última antes da volta para o Brasil, porém infelizmente Gabriel perdeu-se da trilha enquanto descia de volta e falecera por hipotermia.

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Fellipe Barbosa, criador do longa-metragem “Casa Grande” (2014) estudou com Gabriel no Colégio São Bento e depois em alguns períodos da PUC-Rio. Com a comoção pelo trágico acontecimento, a história de Gabriel se tornou um filme e terá sua estreia amanhã, 02 de novembro de 2017, em todos os cinemas brasileiros.

O longa já fora apresentado na Europa onde foi elogiado e recebeu ótimas críticas. Agora, depois de ser apresentado no Festival do Rio, ele tem sua estreia no cinema e espera-se que a recepção seja a melhor.

As filmagens foram feitas principalmente em solo Africano e o diretor Fellipe Barbosa reuniu sua equipe de treze pessoas, incluindo João Pedro Zappa (Boa sorte) que irá interpretar Gabriel; a atriz Carol Abras que vai interpretar a namorada de Gabriel, Cristina Reis, e Clara Linhart, esposa do diretor, assistente de direção e co-produtora.

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Fellipe Barbosa também se aventurou nos mesmos locais em que Buchmann esteve. Ele conheceu pessoas com quem Gabriel teve contato e ainda teve a ideia de incluí-las no longa. O diretor espera que a história contada no filme seja uma forma de homenageá-lo e sirva como exemplo de precauções a serem tomadas ao decidirmos ter aventuras como essa. A produção estimada em 2 milhões de reais foi gravada em quatro países africanos: Quênia, Tanzânia, Zâmbia e Maláui.

Totalmente envolvido com o projeto, Pedro Zappa se submeteu a fazer trilhas cariocas e teve contato com a maioria dos amigos de Buchmann. "Ouvi que ele era muito tolerante à dor, fazia as caminhadas descalço, com os pés sangrando e não sentia nada", lembra.

Gabriel Buchmann foi criado no Grajaú e tinha pais separados, além da irmã Nina, advogada, também envolvida na produção do filme. Tinha vontade de fazer a diferença no mundo e trilhava seu caminho até esse #sonho. Não resta dúvida que “Gabriel e a montanha” mostrará a saga maravilhosa de um rapaz aventureiro e sonhador, além de trazer emoção a todo o público. #sucesso #viajar