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Em #Curitiba, é possível aprender a tocar um instrumento e realizar vários tipos de atividades culturais quase de graça, ainda que muitas pessoas desconheçam a possibilidade. Em uma enquete feita pela Blasting News com 40 pessoas, 35 responderam que já deixaram que fazer algum curso ou oficina relacionada à #Arte por não encontrar algo que coubesse no seu orçamento. São 87,5% dos participantes. Andrei Juan (17), por exemplo, diz que gostaria de fazer aula de guitarra para aprender melhor a tocar o instrumento, porém todos os lugares que encontrou eram de alto custo. “Fui pegando algumas coisas sozinho, mas seria melhor se tivesse feito aula”, diz ele.

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A Fundação Cultural de Curitiba oferece cursos em diversos núcleos regionais como: Cajuru, Pinheirinho, Boqueirão, Santa Felicidade, Portão, CIC, entre outros. Há cursos relacionados à música, artes visuais, dança e também teatro, podendo ser gratuitos, autossustentáveis (onde o valor arrecado com as mensalidades paga o professor), livres (contínuos) e os sequenciais, com matrículas semestrais e anuais.

O Centro de Criatividade de Curitiba também dispõe de atividades que atualmente custam cerca de R$ 75,00 a R$ 170,00 dependendo do curso. Encontra-se no Centro atividades como escultura, cerâmica, dança de salão, desenho artístico, mosaico entre outros. Já a Gibiteca possui atividades relacionadas a quadrinhos, roteiros e ilustrações. Esses são apenas alguns cursos de arte que possuem fácil acesso na cidade.

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Há também cursos como os do Teatro Lala Schneider, Barracão EnCena, Cena Hum e Centro Europeu que exigem maior investimento financeiro.

Quando devo investir?

De acordo com Paulo Vinícius, que trabalha na área artística como figurinista, cenógrafo, diretor e professor, o investimento deve ser compatível ao seu objetivo dentro da área. “Tem pessoas que buscam a arte como hobby ou distração, então existem os cursos livres para aqueles que não querem se “comprometer” com a função. Se você quer se tornar um artista o investimento é muito maior, você precisa fazer uma faculdade, um curso de graduação. Paralelo a isso tem que buscar formação extra”, declarou. Segundo ele, as pessoas ainda têm uma visão errada de que não se deve pagar por atividades artísticas, não vendo o profissional que investiu em sua formação. “Os cursos não são caros, são preços razoáveis que mal pagam as aulas e o transporte deles, quanto mais o investimento que ele teve na carreira dele em nível de conhecimento. Deve-se investir em arte como em qualquer outro curso”, diz.

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Como complemento, indica a busca na internet para encontrar mais informações sobre oficinas.

Em sua opinião, tem muitas coisas que, às vezes, são divulgadas em lugares que não atingem as pessoas interessadas, por esse motivo muitas pessoas não encontram o que procuram. Além disso, não há mais propostas de atividades culturais por causa da falta de procura. “Sempre tem pessoas interessadas, mas infelizmente é a minoria. Existem pessoas que não veem atividades artísticas culturais como um investimento em si mesmas”, diz. Para ele, investir na arte acrescenta na formação da pessoa como ser humano.

A arte trabalha o intelectual, o racional e também o emocional, tornando o artista uma pessoa mais crítica e disposta a olhar e a ouvir o outro, o que o torna uma pessoa com menos preconceito. “A partir do momento que aumentar o público em Curitiba vai aumentar a produção e o investimento. Mas precisa ter mais gente consumindo. Não só comédia com ator global, que também é uma forma de arte mas não é só isso. Tem grupos que fazem trabalhos em teatros pequenos mas muito interessantes que você pode ver gratuitamente ou pagando um valor simbólico”.

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Essa matéria integra o projeto de extensão universitária do Centro Uninter [VIDEO] em parceria com o Blasting News Brasil.