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O maior evento do cinema chegará no inicio do próximo ano, e se depender das apostas deste final de 2017, a 90ª cerimonia do Oscar [VIDEO]será uma lição de novas percepções cinematográficas para muitos diretores da indústria padrão.

A largada para a disputar as tão sonhadas estatuetas já teve início. Embora a lista dos concorrentes as principais categorias ainda não tenha sido divulgada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, isso não impede que o público e os sites especializados deixem claro quem eles querem ver na corrida pelo troféu. Sabendo que profissionais podem influenciar nos votantes do #Oscar, confira os favoritos de #2018 e fique a par dos #Filmes que mais têm chance de entrar na briga pelo prêmio.

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Dunkirk

Com direção de Christopher Nolan e tendo Harry Styles no elenco coadjuvante, Dunkirk retrata no cinema a destacável Operação Dínamo, que resgatou cerca de 300 mil soldados durante uma invasão da Alemanha a França. O longa foca em três histórias interligadas, acompanhando os personagens Tommy (Fionn Whitehead), um soldado que tenta deixar a cidade de Danquerque após a tomada alemã; Dawson (Damuen Bonnard), um marinheiro civil que ruma em seu iate para ajudar na evacuação; e o piloto aéreo Farrier (Tom Hardy) que enfrenta vários obstáculos enquanto sobrevoa o Canal da Mancha para apoiar os soldados.

Nolan, conhecido por dar uma dinâmica única a seus filmes, recebeu inúmeros elogios por parte da crítica especializada. Dunkirk, ao contrário de outros filmes do gênero, não apela para pontos comuns, como explosões, rios de sangue e soldados em cena dramática.

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Ele prefere dar um tom realista e documental a sua obra, assim como no convincente Interestelar, onde se pode nos identificar com os personagens e entendê-los. Sendo assim, se depender da influência midiática, é certo que Christopher estará entre os indicados de 2018.

A Forma da Água

Os vários apelidos que a obra-prima de Guillermo Del Toro vem ganhando é de chamar a atenção de qualquer votante da Academia. O "conto de fadas maduro" ou "a bela e a fera erótico" é o mais novo longa que promete quebrar tabus e surpreender o mercado de Hollywood.

The Shape Of Water traz a historia de Elisa (Sally Hawkins), uma mulher muda que trabalha como zeladora num laboratório secreto do governo. Para esta base é trazida uma criatura fantástica (Doug Jones) que foi encontrada na América do Sul. A partir daí, um caso de amor peculiar se desenvolve entre os dois personagens, mas quando decidem usar a criatura como cobaia em uma experiência letal, Elisa planeja uma maneira de salvá-lo, contando com a ajuda de seus amigos, interpretados por Octavia Spencer e Richard Jenkins.

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A delicadeza do romance tanto na parte visual quanto em sua criativa narrativa coloca Del Toro na lista dos mais apostados para levar o troféu. O cineasta deixa claro que há um pouco da temática de Hellboy na nova fantasia protagonizada por Sally Hawkins que, a propósito, encarou o desafio de dar corpo a sua personagem sem usar as falas e esteve impecável tornando-se, então, uma séria candidata à categoria de Melhor Atriz.

Blade Runner 2049

Tendo como missão dar sequência a Blade Runner exibido há 35 anos, em 1982, o longa sci-fi de Denis Villeneuve conseguiu conquistar 82% do público, de acordo com uma pesquisa com internautas. Sobre um cenário futurístico, Ryan Gosling (La La Land) vive o androide K, que tem a difícil tarefa de caçar blade runners que já deviam ter sido aposentados. Durante seu trabalho para encontrar essas máquinas, K começa a desvendar segredos encobertos por seus superiores e que envolve seu passado.

Nessa ficção científica, Villeneuve presenteia com ótimos efeitos que humanizam mais o conceito do filme e deixam tudo menos padronizado. Numa mistura de drama e suspense, Denis foge da fórmula de ser "politicamente correto" numa linha técnica muito exigida em longas dessa categoria. O filme ainda conta com os rostos conhecidos de Harrison Ford, Ana De Armas e Jared Leto no elenco principal.

Extraordinário

O diretor Stephen Chbosky traz às telas um filme tipicamente dramático à la Oscar e o casting já começa apresentando Owen Wilson e Julia Roberts, mais conhecidos por estrelarem papéis em comédia. Pode-se desde já sentir que mais uma "regra" está se quebrando na indústria americana.

Extraordinário é protagonizado pelo ator mirim Jacob Tremblay, que dá vida ao pequeno Auggie, um menino submetido a 27 cirurgias plásticas por causa de uma deformação no rosto. Quando completa 10 anos de idade, o garoto passa a frequentar a escola. A partir desse momento, precisará conviver com o constante incômodo de se sentir diferente das outras crianças.

É certo que em alguns pontos o filme se tornam previsíveis, mas Chbosky passa com uma espécie de gentileza em sua mensagem precisa sobre o tema. Emocionante e pessoal, Extraordinário é de longe um dos mais cotados para entrar na disputa pela estatueta.

Logan

Isso mesmo. Se a Academia tiver os mesmos olhos que os sites de opinião cinematográfica, Logan pode quebrar um grande tabu e finalmente concorrer a um Oscar. É comum ver o gênero ser no máximo indicado às categorias técnicas, como melhor maquiagem, efeitos visuais ou fotografia. Ainda que Heath Ledger tenha recebido sua estatueta póstuma, o espaço para longas heroicos sempre esteve apertado.

Logan tem direção de James Mangold. Baseado no personagem Wolverine, da saga X-Men, o filme se passa num futuro onde a espécie mutante está praticamente extinta. Logan agora trabalha como chofer. Com o tempo enfraqueceu devido ao veneno que adamantium causou me seu corpo, tirando sua habilidade de cura imediata.

O ex-Wolverine mora em uma fábrica abandonada e, junto de seu amigo Caliban (Stephen Merchant), cuida do professor Xavier (Patrick Stewart), agora velho e assolado por uma doença cerebral degenerativa. Sua vida, no entanto, volta a movimentar-se quando descobre que crianças estão sendo geradas com DNA mutante, e uma delas é sua filha, personagem de Dafne Keen.

É inegável que Hugh Jackman está fechando sua jornada de X-Men com chave de ouro. O ator, que também está no musical O Rei do Show (outra grande aposta para o Oscar 2018), merece, com certeza, concorrer à categoria de Melhor Ator. Sua performance em Logan surpreendeu ao deixar de lado a "superioridade" heroica e mostrar um angulo mais humano e vulnerável.

No filme em questão, se deparamos com um mutante desgastado e relutante. A atuação de Jack é simplesmente muito verdadeira e expressiva. Impossível não torcer.

Detroit em Rebelião

Da primeira cineasta mulher a ganhar o Oscar de Melhor Direção, Detroit em Rebelião chega às telas revivendo o drama dos cidadãos de Michigan, quando em 1967 Detroit foi o cenário de grandes protestos que perduraram cerca de quatro dias por motivos de violência contra os negros, torturas e revoltas contra o governo do Estado.

Kathryn Bigelow não deixa a tensão sair do ritmo em nenhum momento, principalmente quando é apresentado às cenas fortes e tensas. A filmagem quase que biográfica também tem sido um ponto alto apontado por grandes observadores. Seguindo numa espécie de documentário, os confrontos raciais são mostrados na intenção de causar desconforto e chamar a atenção do público para um assunto ainda muito discutível.

O drama é estrelado habilmente por atores de forte destaque, como Algee Smtih, John Boyega e Will Pouter, vivendo personagens opostos e que deixam qualquer critico preso as suas interpretações. Detroit em Rebelião pode ser definido como um longa competente e carregado de motivos para ser um significativo candidato a lista de indicados do próximo ano.

Call Me By Your Name

Como não falar da mais nova aposta do diretor italiano Luca Guadagnino? Adaptado do romance escrito por André Aciman, Me Chame pelo Seu Nome é um salto para o ator Armie Hammer, que até então não conseguia se consolidar no mundo do cinema, e também um excelente trabalho para a Academia analisar.

O enredo, a principio, parece despretensioso. Elio Perlman (Timothée Chalamet), um jovem que passa as férias com seus pais na Itália, sente sua puberdade alarmar-se quando conhece o acadêmico Oliver, que veio concluir uma pesquisa com seu pai para o doutorado. A partir daí. já se pode presumir o envolvimento que se iniciará entre os protagonistas.

Sem contornar ou dar destaques a temas sobre homossexualidade, Armie e Timothée dão cor aos seus personagens de forma natural e franca, inclusive, fazendo relembrar obras parecidas, como Azul É a Cor Mais Quente, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho e o vencedor do Oscar 2017, Moonlight: Sob a Luz do Luar.

Favorito no Festival Sundance de Cinema, Guadagnino consegue deixar sua obra mais leve e chama a atenção por ter um foco claro: mostrar um rito de passagem da fase adolescente para a fase adulta, como afirmou o próprio Luca.

Em suma, se as apostas forem confirmadas, pode-se esperar um Oscar diferente em 2018. Quebrador de regras, por assim dizer. Com um disputa muito acirrada, pois todos os filmes citados acima têm inúmeras qualidades, os votantes podem ter um trabalho duro para escolher o melhor dentre eles.

Recentemente, o Brasil ficou de fora da categoria Melhor Filme Estrangeiro. O longa concorrente foi Bingo: O Rei das Manhãs [VIDEO], estrelado por Vladmir Brichta, e apesar de não ter se mantido no páreo, isso não impede que não seja cotado para outras premiações, não é mesmo?

A cerimonia do Oscar será no dia 4 de março, confirmou a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A lista de indicados deve sair em 23 de Janeiro. Então, o que achou das apostas?