Foi-se o tempo em que as bobagens proferidas em conversas, seja por déficit de tutano, seja por excesso de esperteza, como tática de ocultação, eram levadas pelo vento e condenadas a existir – se tento—na memória esmaecida dos interlocutores e sem deixar provas objetivas e incontestáveis. Na era do celular com gravador, das redes sociais, dos aplicativos de troca de mensagens, das memórias gigantescas de computadores e, especialmente, do print. E admitamos: boa parte das conversas travadas no mundo, pessoalmente, por telefone, por aplicativo de troca de mensagens, por e-mail, por chamada vídeo, por telepatia (bom, há quem garanta ter esse tipo de poder, não é?) dá razão ao escritor Otto Lara Resende, que, ao famoso ditado “Da discussão, nasce a luz”, contrapunha outro, de sua própria criação: “Da discussão não nasce a luz, nascem os perdigotos!”

Nos EUA, recentemente, uma prefeita, cujo mandato só acabaria em meados de 2019, renunciou por ter deixado no Facebook uma mensagem de apoio a uma postagem de uma diretora de uma ONG local que foi considerada um ataque racista a Michelle Obama, primeira-dama dos Estados Unidos (chamada na mensagem original de “macaca de salto alto”). A mensagem de apoio e aquela que a inspirou foram logo apagadas, mas, neste ponto, o print já tinha acontecido, a mensagem viralizou e criou revolta no país, levando a prefeita a renunciar e a autora da mensagem original a ser afastada da diretoria da organização sem fins lucrativos. Em casos menos dramáticos e revoltantes, os prints podem fazer rir e pelo menos, se consolaria Otto Lara Resende, deles não nascem os perdigotos. Veja esses prints hilariantes:

1- Realmente, nada como um ataque de surpresa para derrotar um adversário impiedoso e poderoso. Os vírus nem sequer saberão o que os atingiu. Se for Arthur o atingido, ele pelo menos terá sobre os vírus a vantagem de saber muito bem o que o atingiu: mau uso dos remédios, claro. É um consolo, não é?

2- Como no caso anterior, a surpresa é uma arma muito poderosa, uma arma que não convém subestimar e uma arma que pode alcançar resultados ótimos (será que em outra vida Arthur foi um guerrilheiro Vietcong?), mas nesse caso faltou combinar melhor para evitar o fogo amigo, ou no caso, o sal amigo. Café salgado... realmente ninguém merece ter que aguentar tal heresia.

3- Arthur, Arthur, Arthur... Apesar desse nobre nome de rei inglês, acho que ele tem mesmo é vocação para bobo da corte ou do hospital, talvez. Deixa o Chaves no chaveiro ou no barril e vai cuidar da tua vida, rapaz!

4- Só faltou mesmo pedir o refresco que “parece de limão, é de groselha e tem gosto de tamarindo” ou o que “parece de groselha, é de tamarindo, com sabor de limão” ou o refresco “que parece de tamarindo, é de limão, com sabor de groselha” para acompanhar o “enroladinho de preso e queijunto”. A ´verdade é que o jeito dele é tão contagioso que, depois de passar algum tempo perto dele, acabamos falando como ele.

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