Somente claro ou escuro, borrões de luz ou tons de cinza: é assim que o recém-nascido vê o mundo. Ao contrário de outros mamíferos, como os cães e gatos, que nascem completamente cegos, nossos filhotes chegam com os olhos bem abertos. Mas, no começo da vida, são incapazes de reconhecer formas porque ainda não há memória na retina. É como se eles viessem com um filme em branco na cabeça, que precisa ser preenchido aos poucos. Ao final do primeiro mês de vida, já conseguem distinguir o rosto da mãe e acompanhar o movimento de objetos. A partir dessa época, também já podem distinguir cores primárias – vermelho, verde e azul.

As crianças demoram até por volta dos 4 anos de idade para ganhar essa percepção bem definida de ontem, hoje e amanhã que você tem. Mas não que eles nasçam sem memória. Desde os primeiros meses de vida, já têm memória de reconhecimento social: aquela capacidade de identificar pessoas e objetos já vistos antes, como o rosto da mãe ou da Galinha Pintadinha. Também podem reconhecer vozes e sons que já ouviam desde o útero.

Entre seis meses e um ano, desenvolvem a memória de curto prazo, que permite lembrar-se de fatos que aconteceram em um breve espaço de tempo – como quando ele tentava engatinhar e caía. Podem até se lembrar e imitar aquela careta que você fez uma semana atrás. Já a memória de longo prazo, que vai reter informações mais complexas, como nome de objetos e onde fica seu quarto, só começa a ser construída depois do primeiro ano. É quando regiões do cérebro responsáveis por elas, como o hipocampo, começam a amadurecer.

Nos Estados Unidos (EUA), o pequeno Emmet, de dez meses, se enreda nos livros de histórias infantis que sua mãe lê. O fascínio pela literatura e suas fantasias é tão grande que, quando a história acaba, ele começa a chorar. A forma como ele reage sempre que seus pais, Dan e Alicia Stevers, terminam de ler uma historinha para ele prova que chegar ao fim da leitura de um bom livro pode ser mesmo desolador.

O engraçado é que assim que terminam de ler um livro para ele, Emmet chora desesperadamente como se estivesse muito, muito triste por a história ter chegado ao fim.

Conheça o menino Emmet:

Emmet sempre que sai para passear transporta um carrinho com os #Livros preferidos, a leitura faz parte do cotiano dele logo cedo, veja abaixo que fofura.

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