Os anos 90 foram, sem dúvida, a época de ouro do #pagode. Muitos grupos surgiram e embalaram os namoros ou as festas de uma geração. Era comum a molecada das escolas se juntar no intervalo e, com baldes, caixas de papelão ou até mesmo batucando nas carteiras, puxarem as letras que faziam sucesso na época. Relembre 12 clássicos.

Eu menti (Razão Brasileira)

“Mas depois vem aquele calafrio e o medo da solidão faz perder o desafio...”. Em 1993 as rádios populares foram tomadas por esse refrão. A música, chamada “Eu Menti” (Pedrinho da Flor e Adalto Magalha), foi o primeiro grande sucesso da Banda Razão Brasileira. Parte dela foi até adaptada para uma propaganda do Baú da Felicidade, estrelada pelo próprio grupo.

Conto de Fadas (Negritude Jr.)

Apesar de já ser do segundo disco, a música “Conto de Fadas” (Beto Correa e Pagom) foi a que colocou o Negritude Júnior no cenário nacional.

Tô Legal (Grupo Raça)

Música do quinto disco do Grupo Raça, intitulado Jeito de Felicidade, “Tô Legal” (Dalton Rieffel) foi um dos grandes sucessos de 1993. Serviu para consolar muitos corações partidos.

Domingo (Só Pra Contrariar)

Composta pelos irmãos Alexandre Pires e Fernando Pires, “Domingo” foi um dos hits do CD de estreia do Só Pra Contrariar em 1993. Nela já se notava o grande talento de Alexandre no cavaco. Ganhou versões ao vivo e acústica, mas a de estúdio é sem dúvida a mais marcante.

Brilho de Cristal (Pixote)

Primeiro sucesso do grupo Pixote, “Brilho de Cristal” (Délcio Luiz / Netinho) de 1996 é até hoje a música mais conhecida do grupo. Ganhou uma nova roupagem no CD Tá Bom Demais, de 1999, e já teve diversas versões ao vivo. Também foi gravada no primeiro trabalho solo de Netinho de Paula.

Cigana (Raça Negra)

Poderíamos listar inúmeros sucessos do Raça Negra, o melhor grupo daquela geração, tocados nos #anos 90. Mas como temos que escolher um, vamos de “Cigana” (Gabu), música do segundo disco do grupo, gravado em 1992.

Caçamba (Molejo)

Destoando um pouco da linha romântica do pagode, “Caçamba” (Efson/Odibar) foi o primeiro trabalho do Grupo Molejo, gravado em 1994, que apresentou ao público o ritmo animado e bem humorado do grupo.

Lado a Lado (Juventude do Pagode)

“Pare pra pensar me dê uma chance...”. O primeiro verso da música “Lado a Lado” (Carioca JP/Kajà), do Juventude S/A, na época ainda chamado de Juventude do Pagode, foi usado por muitos garotos como última cartada para conseguir algo com a menina que venerava. A música fez parte do álbum Pele Negra, o terceiro do grupo, gravado em 1997.

Utopia (Art Popular)

Fazendo parte do álbum de estreia do grupo, intitulado Canto da Razão, de 1993, “Utopia” (Leandro Lehart / Valtinho / Malli) foi um dos primeiros grandes sucessos do Art Popular. O cavaquinho tocado por Lehart se sobressai.

Primeiro Beijo (Malícia)

O Grupo Malícia já era consagrado, mas o estouro nacional veio com a música “Primeira Beijo” (Leandro Lehart), interpretada magnificamente por Wilsinho. Chama a atenção a introdução da música, com um arranjo bem diferente dos usados, com o baixo se sobressaindo. Fez parte do álbum Sétimo Céu, de 1996.

Recado à Minha Amada (Katinguelê)

Se tinha uma hora no pagode que era a chance de dançar coladinho, era quando tocava “Recado à Minha Amada” (Juninho Araújo) . Com um arranjo perfeito, o final da música ainda reservava um instrumental que era a hora de chegar juntinho. Fez parte do CD No Compasso do Criador, de 1996.

Mariana Parte Minha (Sem Compromisso)

Uma das mais belas canções dos anos 90, “Mariana Parte Minha” (Salgadinho/Papacaça) foi responsável por colocar o Sem Compromisso no topo das paradas. Foi gravada em 1992 e fez parte do CD Parte Desse Jogo . Algumas lendas surgiram à respeito de quem seria a menina que dá nome à música. Uma das versões é que Mariana é uma menina que ficou internada junto com Papacaça após um acidente.

E ai, faltou algum? Mande sua sugestão nos comentários. #Samba