O tétano pode ser caracterizado através do aparecimento de fortes espasmos musculares e hiperexcitbilidade reflexa, que é causada pelas toxinas decorrente da bactéria Clostridium tetani que podem afetar tanto o homem como os #Animais domesticados, sendo o cavalo o mais sensível a infecção.

A infecção é transmitida na maioria das vezes por meio de contaminação por feridas acidentais ou cirurgias, a contaminação também pode ocorrer através da terra ou pelo esterco. O cuidado deve ser redobrado se o animal tiver feridas profundas, já que assim a facilidade de contaminação e propagação do agente é maior por favorecer no aumento da anaerobiose. Já nos potros, a infecção pode ser localizada na região umbilical, local no qual o esporo se germinará causando a multiplicação dos bacilos e liberando as toxinas a seguir:

Tetanopasmina: incumbido pela estimulação da sintomatologia nervosa, se espalha pelo corpo e sistema nervoso central, por meio do sangue e migração axonal.

Tetanolisina: hemolisina que auxilia na evolução da infecção, deixando a área necrosada maior e, por consequência favorecendo a condição anaeróbica ideal para a reprodução da bactéria.

A doença pode ficar incubada de sete a quatorze dias, e em determinados casos podendo chegar a um mês, no entanto quanto maior for a proximidade da ferida ao sistema nervoso central do cavalo, os períodos de incubação serão mais agressivos e o mesmo acontece com os sinais clínicos.

O animal começará a mostrar alguns sinais, denominados sinais clínicos, de que em seu corpo esta alojada a doença, como deglutição lenta e difícil e mastigação lenta, alguma rigidez muscular o levando a uma hesitação em se locomover, podendo em determinados casos causar a paralisia completa do animal. Também podem apresentar protrusão da 3ª pálpebra, constante contração dos músculos da face, deslocamento da membrana nictitante, orelhas com formatos de tesouras, patas abertas e esticadas como um cavalete, dilatamento das narinas, espasmos generalizados, sudorese intensa e respiração dispneica. #Curiosidade #Saúde