Não só se vai para a cama com alguém como também se dorme com alguém. Dividir o leito com alguém é visto como símbolo máximo de parceria e intimidade sexual. Não é à toa que, embora em 1947 os personagens dos atores Mary Kay and John Stearns, casados na vida real, em sua pioneira sitcom (comédia de situação) dividissem os lençóis, a regra não-escrita daí por diante na televisão americana ainda sob a influência da sociedade puritana do imediato pós-guerra foi durante décadas pudicamente retratar casais casados em leitos separados. Este é o caso de Lucille Ball e Desiderio Arnaz, marido e mulher na vida real que estrelaram o grande sucesso televisivo I Love Lucy. Suas contrapartes ficcionais, Lucy e Ricky Ricardo, dormiam em leitos separados.

Terno e aconchegante que seja, dividir a cama com a cara metade pode estar minando suas saúde e carreira – e dele (ou dela) também. Esta conclusão é produto de uma pesquisa da Universidade de Leeds, na Inglaterra.

Pouco menos de um terço das pessoas que responderam à pesquisa, 29%, culparam a cara-metade pelos seus problemas de sono. Assim sendo, explica a doutora Nerina Ramlakhan, especialista em sono, #Dormir em quartos separados pode levar a um sono mais tranquilo e restaurador. Segundo o doutor Guy Meadows, especialista em sono da Bensons for Beds, empresa especializada em camas, colchões, travesseiros e itens relacionados e fundador da Escola do Sono, é difícil que duas pessoas tenham os mesmos hábitos relacionados ao sono, portanto dividir a cama com uma pessoa pode ser difícil e até mesmo prejudicar o sono.

Pesquisas anteriores estabeleceram que dormir mal aumenta o risco de doenças cardíacas, derrames, falência respiratória e aumenta as chances de divórcio, depressão e suicídio. Além disso, a falta de sono adequado afeta a amígdala, região do cérebro em forma de amêndoa, podendo causar ansiedade. Pior: pesquisa recente do University Hospital Case Medical Centre em Ohio indica que dormir mal faz mal à pele. Pessoas que foram privadas de sono tinham perdido 30% mais água 72 horas depois de um evento de rompimento da barreira da pele (exposição aos raios ultravioleta, por exemplo) do que suas contrapartes que tinham dormido bem e apresentavam o dobro dos sinais de envelhecimento na pele (tais como pigmentação desigual, perda de flexibilidade e linhas de expressão). #Relacionamento #Casal